ELEIÇÕES PARA O CONSELHO DE REPRESENTANTES DE BRASILEIROS NO EXTERIOR.

PROPOSTAS PARA A MINHA CANDIDATURA AO CRBE
Duas novas propostas foram acrescentadas, a copa do mundo de futsal de brasileiros no exteriior, que tem o apoio do Marcos Sorato , e a criação de sucursais jornalísticas da TV Brasil Internacioanal

domingo, 31 de janeiro de 2010

Soldar é preciso, viver no Japão não é preciso.


Procura-se soldadores dekasseguis do Japão para trabalhar em Pernambuco, paga-se bem.

Quem diria, o mundo dá muitas voltas.  Agora empresas do Brasil  estão aqui no Japão recrutando trabalhadores por causa da falta de certos profissionais. Vão trabalhar na montagem de plataformas de petróleo. Deve ser a euforia do pré-sal.


Um das áreas mais procuradas é o de solda.  Um estaleiro de Pernambuco está de olho nos dekasseguis de Toyohashi, onde um estaleiro japones mandou uma grande leva de soldadores pra rua por causa da crise.Veja a notícia veiculada no Diário de Pernambuco
O salário inicial pode chegar a 1800 reais, pouco mais de mil dólares,
O Estaleiro Altãntico Sul  espera contratar 200 , não é erro de digitação, duzentos soldadores dekasseguis com experiência.
Quem tiver interesse nas vagas  pode enviar curriculo para os emails abaixo:
Mais informações na home page da emprêsa

sábado, 30 de janeiro de 2010

Caros Companheiros


Tratado da previdência social : Brasil e Japão chegam a um acordo.

A  notícia é fresquinha, e coloco aqui em primeira mão:


 A poucas horas atrás, em Brasília,  o  secretário de Políticas de Previdência Social, Helmut Schwarzer, e o diretor para a América do Sul do Ministério das Relações Exteriores do Japão, Masahiro Takasugi, assinaram  o texto com as regras técnicas do acordo previdenciário.


A nota está no site do Ministério da Previdência Social do Brasil e pode ser acessada aqui.


O acordo ainda tem que passar pela aprovação dos parlamentos dos dois países, e permite que os dekasseguis que pagaram a aposentadoria no Japão possam usar o tempo de contribuição no Brasil.

Mas quem pediu o reembolso da aposentadoria quando deixou o Japão não terá direito a somar o tempo de contribuição.Segundo a nota, quem já está no Brasil e contribuiu no Japão vai poder se benefciar, desde que não tenha pedido o reembolso.

Ou seja, quem caiu na conversa de assessorias que ajudava a reembolsar a aposentadoria japonesa dançou bonito;


Na próxima segunda feira, dia primeiro, a comissão vai definir a operacionalização do acordo previdenciario.



quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Mudanças na lei de imigração do Japão em estudo


Evolução da população brasileira no Japão por tipo de visto: Anexo da nova proposta de lei de imigração, clique na figura para acessar o documento completo.


Neste ano de 2010 fazem 20 anos das mudanças da lei de imigração que permitiram a entrada (ou seria invasão) dos nikkeys sul americanos, brasileros na sua maioria.


Na semana passada ,  houve uma reunião, a quinta rodada , da  comissão que pretende reformar as regras para a entrada de estrangeiros no Japão.


O gráfíco  acima  mostra os números da população dekassegui brasileira  nesses 20 anos.
Em 1990 eram 53 mil  brasileiros, e apenas 164 tinham visto permanente, em 2008 chegamos a 305 mil, dos quais 110 mil já tinham o visto permanente, mostrando a tendência de ficar (ou se acomodar) no Japão
Em 1996 os portadores do visto de nihonjin no haigushusha,  ou o visto de nissei , alcançou o seu pico com 106 mil, e foi decaindo com o tempo chegando a 58 mil em 2008.


Agora a comissão que é composta por membros dos ministérios,  agências, e professores universitãrios elaboraram  sugestões para novos sistemas de vistos de  entrada  e estadia de estrangeiros.


Na parte que afeta aos brasileiros, a comissão sugere a exigência da proficiência da língua japonesa, e capacitação profissional, além  da existência de um contrato de trabalho , e se tiver filhos, a matrícula em escolas será exigida.


O documento não fala em acabar com os vistos de descedentes e seus cônjuges, mas a concessão do visto vai ser mais rigorosa do que as condições atuais onde até analfabeto em português e sem emprego garantido  pode entrar no Japão até pra morar debaixo da ponte, basta ter sobrenome japonês na família.


A comissão quer criar uma nova categoria de visto, inspirado no modêlo australiano e canadaense de pontuação baseado na experiência profissional e domínio da língua.
Espera se assim , na ótica do governo, atrair atrair trabalhadores que querem trabalhar no Japão e não tiveram o privilégio (ou a maldição)  de terem nascidos com um ¨título de nobreza¨ (ou pobreza, dependendo do caso)  chamado de nikkeijin.


As mudanças ainda vão demorar, mas  eu não duvido que elas fiquem prontas antes de vencer o prazo do retorno daqueles que pegaram a ajuda dos 300 mil ienes. Quem pegou essa ajuda e quiser retornar no futuro vai descobrir  que o Japão não dá nada de graça.
E não  vai adiantar ficar revoltado dizendo que está sendo discriminado, porque qualquer um que mostrar competência vai poder trabalhar no Japão.

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

O vovô que veio do Brasil.


Kenichi Konno com 92 anos : Ele vinha  ao Japão todos os anos visitar a família dekassegui


 Burajiru kara kitta ojiisan ou Um senhor do Brasil visitando brasileiros no Japão é um documentário feito pela diretora Nanako Kurihara e conta a estória do senhor Kenichi Konno que na época da produção  tinha 92 anos,e imigrou ao Brasil em 1931 e teve 11 profissões, entre padeiro, professor e agricultor. 
Depois de aposentado ele visitava o Japão todos os anos para ver parentes   netos e bisnetos que viraram dekasseguis.
Ele é  elo de ligação entre os imigrantes japoneses que já se foram e a a sua continuação nos dekasseguis.
A diretora Kurihara, que é formada  pela Waseda e tem um doutorado pela New York University, tem vários prêmios em festivais,  conseguiu captar a essência do que é  ter que sair do seu lugar e ir para outro totalmente diferente, a aflição do imigrante e sua adaptação.


O documentário é legendado em português já foi  exibido  em várias associações internacionais de províncias e cidades como Yamanashi, Toyokawa, Toyohashi, Nagoya, Hamamatsu, etc.


A próxima exibição está programada  para o dia 30 de janeiro em Otsu, Shiga no Kenmin Kouryu Center (Plaza Ohmi) sala 302., a partir das 13:30  com direito a uma conferência com a diretora Nanako Kurihara. O mapa do local pode ser visto aqui. O ingresso custa 500 ienes e é  necessário reserva através do email office@ohmi-net.com 


A programação das futuras exibições pode ser vista nessa página.


Se alguma escola ou associação internacional se interessar na exibição do documentário , o contato com a produtora  pode ser feito via tel 050-1159-9306 , email   amky@amky.org , ou website www.amky.org.


O Konno san faleceu no ano passado com 96 anos,  e deixou gravado:
¨Viver é fazer coisas com um propósito¨  ¨Felicidade é capacidade de se satisfazer com qualquer coisa¨  


Lição que muitos  dekasseguis ainda não aprenderam.

Igreja católica de Hamamatsu vai abrir escola brasilera


Padre Osmar da  igreja católica de Hamamatsu e o Embaixador Castro Neves: Habemus Escola

Saiu ontem no jornal Chunichi Shinbum, a igreja católica de Hamamatsu vai oficializar o seu espaço de aulas de crianças que estavam fora da escola abrindo uma escola brasileira que vai ser montada ao lado da igreja católica de Hamamatsu que fica no bairro de Tomitsuka.
Segundo o jornal, serão 50 vagas para as classes do primeiro ao quarto ano.
Mais informações na igreja católica São Francisco Xavier de Hamamatsu, tel 053-474-1975
Até que enfim a igreja resolveu montar a sua escola, coisa que ela sabe fazer muito bem no Brasil e que estranhamente nunca se preocupou em fazer aqui no Japão até agora.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Aumenta o número de brasileiros que deixam o Japão em novembro

Saiu hoje os dados das saída e entradas dos estrangeiros do Japão compilado pela Imigração.
Em novembro de 2009  houve uma diminuição de 3084 brasileiros, em outubro o saldo negativo era de 2651 pessoas. Agora a estimativa da população brasileira é de 252 862 pessoas.
A sangria de brasileiros não para e pode aumentar  nos próximos meses com o fim da ajuda do retorno prevista para março.
Os filipinos tiveram um aumento de 1979 pessoas, revertendo a  diminuição de 579 pessoas de outubro, agora eles são 220.472  e logo em menos de 6 meses , se continuar esse ritmo , vão ultrapassar a população brasileira.

O cálculo é feito pela subtração da quantidade de entradas e saídas de estrangeiros, não considerando os vistos de turista.

Os chineses continuam a aumentar, agora são 3.300pessoas a mais em relação a setembro.
Os indonésios e os vietnamitas também estão aumentando na ordem de algumas centenas.
No número de  peruanos  houve uma queda de 445.

domingo, 24 de janeiro de 2010

Livro sobre criminalidade brasileira no Japão:





Advogado dekassegui quer escrever livro  baseado em recortes de jornal, foto reprodução Portal webnews.com


Mario Massaru Tokairin, é paranaense  criado em Londrina, tocava zabumba ou outros instrumentos de nomes menos indecentes  na fanfarra do Colégio dos padres  maristas. Foi juíz de direito no Mato Grosso quando foi  ameaçado por posseiros, traficantes e fazendeiros , chegou a levar um tiro. Em vez de enfrentar os bandidos resolveu ser dekassegui no Japão em 1990.
No Japão trabalhou em fábricas, foi editor de publicações brasileira e tantosha. Hoje mora em Gunma onde é professor.
Agora resolveu enfrentar a bandidagem, só que do jeito mais fácil, escrevendo sobre ela, mas bem longe dela.
Segundo essa nota no portal Web News. ele pretende escrever um livro sobre a criminalidade brasileira no Japão usando como fonte  os recortes de jornais. Um dos casos abordados será  a chacina de Yaizu.
Eu coloquei um post lá dizendo que isso não deixa de ser jornalismo preguiçoso. E parcial. Afinal nem todos os detalhes foram publicados na época, muito menos na imprensa dekassegui que provavelmente é sua fonte.
Eu recomendo ao autor do livro tirar a bunda de Gunma,pegar um avião e entrevistar os ¨criminosos¨ que estão soltos no Brasil, se ele quiser que a sua obra tenha alguma credibilidade. Eu dou todos os endereços e contatos dos supostos meliantes.
Quem já levou tiro de jagunço não deve ter medo de alguns ¨bandidinhos¨
P.S. Parece que o Dr. Massaru   não deve ser muito diferente do ¨sindicalista¨ que não gosta de ouvir umas verdades. Ô Nanashi: vai lá no portal webnews e elogia o livro  do Dr. Masaru senão ele vai ter um troço.



quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Documentário sobre Zilda Arns



Dorrit Harazim foi editora da revista Veja e escreve atualmente para a revista piauí (com í minúsculo mesmo)
Foi diretora e roteirista do documentário Travessia da Vida sobre a Dra. Zilda Arns que morreu no terremoto do Haiti. Dorrit é um  dos raros exemplos de jornalistas da imprensa escrita que se saem bem no traiçoieiro mundo das  imagems em movimento. Sem usar narração, apenas com o depoimento da Dra. Zilda e das pessoas em sua volta, a diretora consegue traçar o perfil humano da fundadora da Pastoral da Criança.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Fim da ajuda do retorno confirmada


Panfleto sobre  o fim da ajuda do retorno, clique para aumentar


Agora não tem choro. A famosa ajuda do retorno que paga 300 mil ienes pro chefe da família e 200 mil para os dependentes já tem data pra acabar.
O setor de empregos para estrangeiro do Ministério do Bem Estar, Saúde e Trabalho do Japão está avisando que os Hello Works só vão aceitar o pedido da ajuda até o dia 26 de fevereiro 5 de março de 2010.
Os pedidos serão processados e o dinheiro  liberado durante o mês de março, porque de abril  não pode passar, já que é o início do novo ano fiscal.
Mais informações,  ligue pro ministério do trabalho  no telefone 03-3502-6273.
Quem quer pegar o dinheiro , corra antes que seja tarde.
P.S. Quem era contrário à ajuda do retorno deve estar contente, como certas  ¨lideranças¨ da comunidade.
Mas parece que eles estão  mais preocupado com os ¨lavorati stranieri¨ da Itália do que  com os dekasseguis do Japão. Coitado do Berlusconi e seus ¨astecas¨. Já  não bastasse  perder uns dentes em uma briga doméstica  agora já  tem inimigos  ¨brasilianis¨ no Japão.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Denúncia contra agências picaretas que enviam dekasseguis para o Japão




Ministério Público Federal de SP instaurou um inquérito pra investigar as agências de envio de dekasseguis, a íntegra da medida está  no Diário Oficial.


Hoje a Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão de São Paulo instaurou um inquérito civil público para investigar a situação dos dekasseguis que foram recrutados no Brasil através de falsas promessas de emprego feitas por agências do estado de São Paulo e do Paraná.  O inquérito é o primeiro passo para , se for comprovado as acusações, propor uma acão cívil pública para punir os culpados, no casos as agências  ou empreiteiras que enganam os brasileiros que vêm para o Japão com contratos de trabalho inexistentes, descontos não combnados. etc.
.

Como  a Procuradoria faz parte do Ministério Público Federal lá do Brasil, as agências ou empreiteiras denunciadas tem que ter estar localizada no Brasil. 
O procurador responsável pelo inquérido é o Dr. Jefferson Aparecido Dias.
Quem estiver no Japão e quiser denunciar alguma irregularidade na contratação feita no Brasil, pode entra nesse link do  do Ministério Público Federal  e fazer a deúncia.
O inquérito leva o número  1.34.001.004135/2009-47  e é recomendável constar na denúncia.
Mais informações no email da Procuradoria de Defesa do Cidadão prdc@prsp.mpf.gov.br 
ou no endereço CEP 01409-904 Rua Peixoto Gomide,768 São Paulo - SP tel  55-11-3269-5000

A ¨evolução¨ da mídia brasileira no Japão.

Eu não faço questão de aparecer, poucos me conhecem pessoalmente,e este blog marginal  não é mencionado por ninguèm.
Pois foi com desconfiança que concordei em conversar com o jornalista Ewerton Tobace que está escrevendo um livro sobre a  evolução (sic) da mídia brasileira no Japão. Ele está participando de um concurso literário jornalístico organizado pela Folha de São Paulo, o Folha Memória. Ewerton  quer incluir no seu livro, um capítulo sobre esse pequeno blogueiro e me pediu para contar os bastidores de vários posts e que estão relacionados aos brasileiros que cometeram crimes e fugiram pro Brasil.


Depois do Machado de Assis, o meu ídolo  é outro Assis, o Chateaubriant. E inspirado nele, eu concordo em contar as minhas miserias, mas tenho uma modesta exigência: a obra terá que começar descrevendo a hipotética estória do Chatô sendo expulso do Brasil pelo Getúlio Vargas em 32,  chegando ao Japão  e montando um jornal brasileiro.
Quem leu o livro do Fernando Morais, Chatô O rei do Brasil deve se recordar que o Chateaubriant poderia ter sido o primeiro dekassegui  brasileiro. Pois foi expulso pela ditadura Vargas e colocado a bordo do Havaí maru  com destino a  Kobe. A viagem foi abortada. Isso antes da segunda guerra mundial . 


A história poderia ter sido mudada,  quem sabe teriamos um Chatô sama, o rei do Japão.  Esse delírio deixo pro Ewerton Tobace. Que vai ter muita dor de cabeça pra achar alguma evolução na midia brasileira no Japão.


Se ele conseguir  vencer o concurso da Folha que, concidência ou não, é patrocinado  por uma emprêsa farmacêutica  e cumprir a minha exigência,  os meus podres serão conhecidos pelo mundo todo.
Sinceramente eu torço pra que ele não ganhe o concurso.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Casa do Trabalhador Brasileiro no Japão: uma demagogia inútil,cara e meio suspeita.

Brizola e sua cria: Ministro Carlos Luppi quer a Casa do Trabalhador Brasileiro em Hamamatsu. Mas pra que?


Parece que o governo brasileiro, através do Ministério do Trabalho   está realmente empenhado em construir a tal Casa do Trabalhador Brasileiro no Japão. 
Nas reuniões do conselho nacional de imigração, o braço internacional do ministério, só se fala nisso.  
O mesmo lobby  que trouxe a CEF  e o  Consulado  pra   Hamamatsu, alegando ser a ¨maior¨ cidade brasileira do Japão com seus , agora 15 mil habitantes (já chegou a ter quase 20 mil)  , está fazendo outro esforço  nos bastidores  pra trazer a tal casa  pra cidade dos brasileiros.
Já conseguiram convencer o ministro do trabalho Carlos Luppi de que a casa não pode ficar fora de Hamamatsu e tem que tocada por uma NPO (Non Profit Organization)
 legalizada e não diretamente pelo consulado. 
Seria um belo trabalho de engenharia  lobística  se  os ¨arquitetos conseguissem ocupar os aposentos da casa.
Mas apareceu um pedreiro comunista , o ¨sindicalista¨   alegou  que os trabalhadores é que tem que ser os inquilinos da casa  e foi atrás da  posse  do  imóvel.
............................................................................................................................................................
Agora vai ser uma briga de foice  e caneta  pra decidir quem vai tomar conta da casa e dos quase 3 milhões de reais que vão estar dentro dela.
E já está atrasado.  O ministério do trabalho já queria que a casa estivesse funcionando em julho do ano passado.conforme consta nesse despacho do ministro que saiu no diário oficial no dia 5 de maio de 2009.
A tal casa não será como a sua similar no Brasil, que intermedia e apresenta  empregos, sua principal função. pois isso seria atribução legal da Hello Work , o SINE japonês.
Querem que a casa forneça cursos de formação profissional.
Cursos de que? Ninguém sabe.
Nihongo?  Mais aulas de japones? Já tem cursos de prefeituras implorando por mais alunos sob o risco de fechar. 
Vai ter sala de cinema? Deve ser pra passar o filme do  Lula que ninguém tá vendo no Brasil.
Querem também que a casa dê assistência aos dekasseguis desempregados.
De que jeito? Com cestas básicas?  
..........................................................................................................................................................
Mas o ministro  Luppi quer que a  casa  emita a  carteira do trabalho brasileira. Um documento sem utilidade no Japão.
Os únicos empregos certos que a casa vai  criar serão os dos 6 funcionários, sendo dois obrigatoriamente de nível superior. Tudo pago com o dinheiro dos impostos do Brasil. 
Não é hoje que o Luppi anda metido em coisas estranhas.
Carlos Luppi , além de ministro,  foi presidente do PDT,  partido do Brizola, que aliás conheceu quando tinha uma banca de jornais  em Ipanema e o caudilho um recém chegado do exílio em 1980.
No final de 2007, Luppi  aprovou um verba do ministério  de 14 milhões de reais  para uma ONG ligada 
à Força Sindical. que apoia o seu PDT, um tal de Institudo de Educação e Pesquisa Data Brasil.que daria cursos profissionais para jovens, mesmo com o parecer contrário do seu próprio ministério.  ...............................
E tem mais, conseguiu controlar o dinheiro do FAT, o fundo de amparo do trabalhador, fazendo  outras mutretas...................................................


Não deixa de ser muito estranho o interesse do ex jornaleiro brizolista em criar uma entidade assistencialista, em Hamamatsu  para marcar presença  no Japão ainda em um ano eleitoral.
Nem a embaixada do Brasil em Tóquio concorda  com a instalação dessa casa ,mas embaixador não decide e governa.Só acata e cumpre as ordens do presidente da república. 
.........................................................................................................................................................
E quem serão os residentes da   Casa do Trabalhador? 
Logo teremos  novidades.
Como diria Leonel Brizola, padrinho do Luppi. ¨MIngau quente se come pelas bordas¨
;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;
P.S. atualizado no dia 30 de janeiro. O ¨sindicalista¨ escreveu uma  carta  ao cônsul de Hamamatsu cobrando esclarecimentos  sobre a  Casa do Trabalhador. 
P.S atualizado no dia 4 de fevereiro. A resposta do Ministro de Primeira Classe, Embaixador Luiz Sérgio Gama Figueira está nas entrelinhas deste post.

Estrangeiros devem votar no Japão?


Campanha da extradição de brasileiros em 2006 feita por uma associação:  Seu presidente tentou ser vereador em Hamamatsu mas não se elegeu.


Muita gente deve se lembrar daquela associação que foi criada em Hamamatsu que queria a extradição dos criminosos brasileiros fugitivos. Fizeram muito barulho,  não saiam da mídia japonesa, e agora está praticamente desativada, pois sua página não é atualizada desde 2008


E o que isso tem a ver com a questão da direito do voto para estrangeiros  no Japão?


O presidente dessa associação que pregava a extradição dos brasileiros  Kouki Kurematsu se candidatou a uma vaga a vereador em Hamamatsu em 2007. usando um  discurso meio xenófobo tentou convencer o eleitorado da cidade, o panfleto abaixo é de sua campanha eleitoral da época.


¨Santinho¨ do Kouki Kurematsu

Onde eu quero chegar?


Pode não parecer, mas o cidadão japones é altamente politizado, ele sabe distinguir um oportunista de alguém que realmente está  empenhado nos interesses da  sua comunidade..  Isso a nível local. 


Aquelas associações de bairros que poucos , ou quase  nenhum brasileiro frequenta é que são  os núcleos da  organização política do Japão. Quem tem uma sugestão leva para o  presidente do Jijikai. Muitos deles acabam virando vereadores por conta dessa afinidade.


No caso do Kouki Kurematsu  , quando ele disputou a eleição para vereador  haviam 16 vagas para 22 candidatos, ele  conseguiu 2027 votos  ficou no penúltimo lugar.e não foi eleito.
Se ele tivesse conseguido 4230 votos conseguiria se eleger.


O voto para estrangeiro  no Japão pode mudar a postura  dos políticos  em relação  às comunidades numerosas como a brasileira. 
Para nós seria  uma conquista se fosse usada de maneira consciente.
Mas  pra  isso os brasileiros é que teriam que mudar a sua postura.
No Brasil confunde se eleições com eventos  populares como o  carnaval ou copa do mundo. Tudo é festa, showmício, brindes e camisetas.
Poucos brasileiros procuram saber se o seu candidato, além do carisma e do bom papo, tem condições de representa lo, se apresentou algum projeto de lei relevante, muitos nem se lembram em quem votou nas últimas eleições.
Se o voto pra estrangeiro vingar, eu  não duvido que os brasileiros  seriam assediados por candidatos demagogos, auxiliados por  assessores brasileiros   ou  ¨tantoshas eleitorais¨
O fracasso do Koki Kurematsu deixou uma lição de que os japoneses sabem separar o joio do trigo  na hora de votar.
Existem é logico políticos que querem  ajudar  honestamente os  brasileiros, mas  conhecendo se o modo de votar  do brasileiro nada impede de  aparecer candidatos oportunistas como o senhor Kurematsu.
Quem quiser fazer a lição de casa e se preparar para votar  no Japão,  esse site traz a relação de votos de todas as eleições locais  realizadas no Japão, separado por província e cidade.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

A história se repete: pichar muros é preciso ?




a HistórIa se rePete: pIcHar murOs é Preciso?

Centrão de São Paulo? Detroit  ou  ABC paulista? Não mano, o pico é em Hama.


Já não dá mais para ignorar e nem esconder debaixo dos futons:
Uma parte da  geração de jovens brasileiros dekasseguis no Japão está marginalizada.
Não no sentido do crime, mas nas oportunidades de acesso à educação formal.
Se no Brasil os jovens da classe média nikkey  vão para a USP e Unicamp.Aqui os seus primos pobres  que vão para uma faculdade japonesa , mesmo as de terceira categoria, podem ser contados nos dedos da mão esquerda do Lula. A grande maioria nem chega a entrar no colegial, acaba no ginásio ou nem isso, e vai trabalhar na fábrica junto com os pais
A consequência? Qualquer semelhança  com as comunidades da periferia brasileira ou dos
guetos de imigrantes ou minorias raciais dos Estados Unidos não é uma mera concidência.
Hamamatsu não chega a ser uma Detroit ou São Bernardo , mas as linhas de desmontagens sociais  estão criando algumas consequências que podem ser vistas  nos muros do centro da cidade: A pichação.
Quem passa os olhos nos rabiscos pensa  que é uma obra de baderneiros sem noção ou jovens embriagados ou drogados. Dizer isso é simplificar demais e não enxergar o que está acontecendo. É olhar para a árvore e não para a montanha, e o pico é mais encima . Essa  é uma das faces de um  movimento cultural dos excluidos: o Hip Hop.

Cultural? Sim cara amarela. Para entender isso você tem que se livrar dos preconceitos que cercam  a cultura negra, em particular de um fenômeno  que surgiu nos bairros pobres de Nova Iorque.
Esse site aqui   explica didaticamente o que é o movimento Hip Hop, que muita gente pensa erroneamente  que é apenas aquela canção  sem melodia  com letras declamadas e não cantadas   por jovens de bonés com calças folgadas e cara de marginal.
De todos os movimentos  populares,  o Hip Hop foi o único que conseguiu reunir as 4 artes: dança (breaking), plásticas  (grafite e pichação), música (DJ) , poesia (MC).

Do Bronx nova iorquino  o Hip Hop alcançou o mundo e  virou  expressão de protesto social e se estabeleceu  em lugares onde a desordem  e a pobreza eram dominantes. Como todo jovem   quer ser parte  de um grupo e sentindo se excluido das atividades culturais da classe média, o  Hip Hop conquistou  o seu espaço na periferia. Ainda é discriminado, mas já está sendo visto aos poucos como um modo de inserção social, através de atividades com apoio do pode público, mesmo que descontinuadas.
Em São Paulo durante as gestão  da Marta Suplicy foi criado a semana do Hip Hop  que foi cancelado pelo prefeito atual Gilberto Kassab que parece não  ver  com simpatia o movimento.

E o Hip Hop  no Japão?

Em Hamamatsu pelo menos está servindo como um meio de integração entre brasileiros e japoneses, muito mais do que  um meio  de protesto social.
Em novembro aconteceu um encontro de Hip Hop numa casa noturna japonesa, a Young Adult  onde as 4 áreas do movimento estiveram presentes.
O ZIMA HIP HOP NATION teve a participação de grupos de dança  com integrantes brasileiros e japoneses como o Eternal Crew e  um grupo brasileiro , o Floor Monsters.
Dos MCs vieram  os brasileiros Shina , Yut Pirapura  , o DJ alemão Coach One e o japonês Yukijirushi.
Do grafiti , o japonês XIN mostrou ao vivo a sua arte do spray.

Hamamatsu tem o  potencial  de ter o  Hip Hop como meio do tão desejado intercâmbio multicultural.  A semente humana já esta germinando.

Só falta o apoio de algum orgão público ou uma NPO que queira trabalhar na integração do ponto de vista dos jovens e não impor políticas culturais  de cima pra baixo como  cursos de línguas ou  eventos sem nenhum apelo para  adolescentes.

Aliás, o Hip Hop pode ser um bom meio de incentivar o aprendizado da língua japonesa, pois a métrica das rimas das letras das músicas pode ser um desafio estimulante para os jovens brasileiros interessados  em se tornar MCs bilingues como o pessoal do Tensais MCs.

Mas voltando a pergunta do post,  a questão da pichação é a mais delicada. Mesmo sendo um instrumento de expressão , todo grafitero sabe que pichar locais públicos ou particulares é crime e aqui no Japão a   polícia pode não dar uns tapas no pichador, mas certamente o artista  vai passar uma temporada na cadeia, sem direito a pena alternativa como  é no Brasil..Nessa matéria do Shizuoka Shinbun do dia 20 de abril de 2007 , as assinaturas  desse crew (equipe) repercutiram bem mal na cidade.

Ainda não apareceu um grupo organizado de Hip Hop seja brasileiro ou japonês que queira ou saiba procurar os orgãos públicos para pedir  um espaço para o grafite ou mesmo para a dança.

Espaços existem, como essas grades de um rio da cidade que foram pintadas de modo que as figuras só  aparecem quando observadas de certos angulos.

Taí uma boa ideía. Será que tem algum artistda do spray  que consegue  fazer um grafite em paralaxe?
Mas num espaço autorizado, afinal a criatividade e o respeito ao próximo fazem parte da filosofia do Hip Hop e não a   trangressão pura e simples.


 
A figura só aparece de lado: o efeito paralaxe.



De frente,  a figura passa desapercebida.




P.S. 
O jornalista Gilbeto Yoshinaga que foi correspondente do finado Jornal Tudo Bem em Nagoya voltou pro Brasil   e está trabalhando na biografia do Nelson Triunfo, o primeiro b. boy do Hip Hop  brasileiro. Giba aparece também nesse programa da tv educativa dedicado à cultura de rua.
Quem via ele de terno e  gravata no Japão nunca desconfiou que fosse da galera dos manos e das minas. 

sábado, 9 de janeiro de 2010

Túnel do Tempo: Brasil Natal 1992


 Brasil Festa realizado em 1992 no então edifício Forte que resultou no Brasil Natal.


No ano passado, o tradicional Brasil Natal de Hamamatsu  deixou de ser realizado.
Era a festa de confraternização de final de ano mais tradicional dos brasileiros no Japão. Organizado inicialmente pela Júlia Sezaki,  que na época  do primeiro evento em 92 trabalhava no HICE, a fundação de intercâmbio de Hamamatsu 
Quem mora, ou morou aqui deve se lembrar do papai noel que animava a festa. Muitas crianças brasileiras tiveram contato com o velhinho pela primeira vez no Brasil Natal.
Era uma época romântica da era dekassegui , onde não se realizava eventos visando o lucro, mas buscava se um local  para  reunir os brasileiros numa data tão especial  como o Natal que o Japão simplesmente ignora o  seu significado de reunião familiar.
Nas fotos acima   e nesse  vídeo de 1998 dá pra se ter uma idéia de como era o encontro dos brasileiros no Forte, o prédio que ficava ao lado da estação.


Infelizmente a festa morreu por várias razões. Desde o desaparecimento do local, o edifício Forte ao enfraquecimento da união  que havia entre os primeiros dekasseguis. 


Essa festa aqui não é a substituta do  Brasll Natal. É apenas uma sombra  do que foi os bons tempos da era dekassegui que não voltam mais.


Aliás se existe um lugar que deveria ser demolido é esse espaço Ziva , um galpão medonho que muitos ¨promoters¨  alugam por 300 mil ienes  e depois sublocam  pros expositores a preços  ¨camaradas¨

¨Hiroshima¨ de John Hersey, a reportagem mais importante do século XX

John Hersey - Hiroshima
Publicado inicialmente na revista New Yorker em 46, Hiroshima virou um livro (que alguma alma caridosa colocou no Scribd, o youtube das publicações)

Esqueçam Gay Talese ,Truman Capote ou mesmo Tom Wolfe.Quem foi realmente o pai do jornalismo narrativo , o ¨New Jornalism¨  , na minha opinião,  foi outro americano não tão badalado.

John Hersey  esteve no Japão entre 25 de maio e 12 de junho de 1946 para fazer um relato dos sobrevivientes da bomba de Hiroshima.
Intercalando as estórias pessoais de seis pessoas. Hersey descreveu a vida cotidiana  desses personagens até  hora da explosao nuclear e as suas consequências.

Publicado  de uma vez na revista New Yorker, a reportagem de 31.347 palavras , ocupou 68 páginas  e não tinha nenhuma foto. O poder destruidor da matéria foi  tão grande como a bomba que  a causou.
Todos queriam ler a revista. Na banca custava na época 15 centavos de dólar, chegou  ser vendido no mercado negro a 20 dólares,  Albert Einstein  chegou a encomendar mil exemplares da revista e não foi atendido.
Pois pela primeira vez, se ouvia uma palavra que estigmatizaria toda uma geração de japoneses: os hibakusha, as vítimas da explosão.
O jornalista americano conseguiu mergulhar no cotidiano desses japoneses, e conseguiu esmiuçar detalhes indo além das reportagens genéricas e mal explicadas  da nossa imprensa brasileira  Tudo isso com apenas 6 semanas de estadia no Japão
Hershey republicou a reportagem em forma de livro e 40 anos depois desembarcou em Hiroshima para ver o que tinha acontecido com as 6 pessoas que tinha entrevistado antes.
E escreveu o último capítulo.
Muito além de uma reportagem, uma aula de vida.
 
Site Meter