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PROPOSTAS PARA A MINHA CANDIDATURA AO CRBE
Duas novas propostas foram acrescentadas, a copa do mundo de futsal de brasileiros no exteriior, que tem o apoio do Marcos Sorato , e a criação de sucursais jornalísticas da TV Brasil Internacioanal

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

A história se repete: pichar muros é preciso ?




a HistórIa se rePete: pIcHar murOs é Preciso?

Centrão de São Paulo? Detroit  ou  ABC paulista? Não mano, o pico é em Hama.


Já não dá mais para ignorar e nem esconder debaixo dos futons:
Uma parte da  geração de jovens brasileiros dekasseguis no Japão está marginalizada.
Não no sentido do crime, mas nas oportunidades de acesso à educação formal.
Se no Brasil os jovens da classe média nikkey  vão para a USP e Unicamp.Aqui os seus primos pobres  que vão para uma faculdade japonesa , mesmo as de terceira categoria, podem ser contados nos dedos da mão esquerda do Lula. A grande maioria nem chega a entrar no colegial, acaba no ginásio ou nem isso, e vai trabalhar na fábrica junto com os pais
A consequência? Qualquer semelhança  com as comunidades da periferia brasileira ou dos
guetos de imigrantes ou minorias raciais dos Estados Unidos não é uma mera concidência.
Hamamatsu não chega a ser uma Detroit ou São Bernardo , mas as linhas de desmontagens sociais  estão criando algumas consequências que podem ser vistas  nos muros do centro da cidade: A pichação.
Quem passa os olhos nos rabiscos pensa  que é uma obra de baderneiros sem noção ou jovens embriagados ou drogados. Dizer isso é simplificar demais e não enxergar o que está acontecendo. É olhar para a árvore e não para a montanha, e o pico é mais encima . Essa  é uma das faces de um  movimento cultural dos excluidos: o Hip Hop.

Cultural? Sim cara amarela. Para entender isso você tem que se livrar dos preconceitos que cercam  a cultura negra, em particular de um fenômeno  que surgiu nos bairros pobres de Nova Iorque.
Esse site aqui   explica didaticamente o que é o movimento Hip Hop, que muita gente pensa erroneamente  que é apenas aquela canção  sem melodia  com letras declamadas e não cantadas   por jovens de bonés com calças folgadas e cara de marginal.
De todos os movimentos  populares,  o Hip Hop foi o único que conseguiu reunir as 4 artes: dança (breaking), plásticas  (grafite e pichação), música (DJ) , poesia (MC).

Do Bronx nova iorquino  o Hip Hop alcançou o mundo e  virou  expressão de protesto social e se estabeleceu  em lugares onde a desordem  e a pobreza eram dominantes. Como todo jovem   quer ser parte  de um grupo e sentindo se excluido das atividades culturais da classe média, o  Hip Hop conquistou  o seu espaço na periferia. Ainda é discriminado, mas já está sendo visto aos poucos como um modo de inserção social, através de atividades com apoio do pode público, mesmo que descontinuadas.
Em São Paulo durante as gestão  da Marta Suplicy foi criado a semana do Hip Hop  que foi cancelado pelo prefeito atual Gilberto Kassab que parece não  ver  com simpatia o movimento.

E o Hip Hop  no Japão?

Em Hamamatsu pelo menos está servindo como um meio de integração entre brasileiros e japoneses, muito mais do que  um meio  de protesto social.
Em novembro aconteceu um encontro de Hip Hop numa casa noturna japonesa, a Young Adult  onde as 4 áreas do movimento estiveram presentes.
O ZIMA HIP HOP NATION teve a participação de grupos de dança  com integrantes brasileiros e japoneses como o Eternal Crew e  um grupo brasileiro , o Floor Monsters.
Dos MCs vieram  os brasileiros Shina , Yut Pirapura  , o DJ alemão Coach One e o japonês Yukijirushi.
Do grafiti , o japonês XIN mostrou ao vivo a sua arte do spray.

Hamamatsu tem o  potencial  de ter o  Hip Hop como meio do tão desejado intercâmbio multicultural.  A semente humana já esta germinando.

Só falta o apoio de algum orgão público ou uma NPO que queira trabalhar na integração do ponto de vista dos jovens e não impor políticas culturais  de cima pra baixo como  cursos de línguas ou  eventos sem nenhum apelo para  adolescentes.

Aliás, o Hip Hop pode ser um bom meio de incentivar o aprendizado da língua japonesa, pois a métrica das rimas das letras das músicas pode ser um desafio estimulante para os jovens brasileiros interessados  em se tornar MCs bilingues como o pessoal do Tensais MCs.

Mas voltando a pergunta do post,  a questão da pichação é a mais delicada. Mesmo sendo um instrumento de expressão , todo grafitero sabe que pichar locais públicos ou particulares é crime e aqui no Japão a   polícia pode não dar uns tapas no pichador, mas certamente o artista  vai passar uma temporada na cadeia, sem direito a pena alternativa como  é no Brasil..Nessa matéria do Shizuoka Shinbun do dia 20 de abril de 2007 , as assinaturas  desse crew (equipe) repercutiram bem mal na cidade.

Ainda não apareceu um grupo organizado de Hip Hop seja brasileiro ou japonês que queira ou saiba procurar os orgãos públicos para pedir  um espaço para o grafite ou mesmo para a dança.

Espaços existem, como essas grades de um rio da cidade que foram pintadas de modo que as figuras só  aparecem quando observadas de certos angulos.

Taí uma boa ideía. Será que tem algum artistda do spray  que consegue  fazer um grafite em paralaxe?
Mas num espaço autorizado, afinal a criatividade e o respeito ao próximo fazem parte da filosofia do Hip Hop e não a   trangressão pura e simples.


 
A figura só aparece de lado: o efeito paralaxe.



De frente,  a figura passa desapercebida.




P.S. 
O jornalista Gilbeto Yoshinaga que foi correspondente do finado Jornal Tudo Bem em Nagoya voltou pro Brasil   e está trabalhando na biografia do Nelson Triunfo, o primeiro b. boy do Hip Hop  brasileiro. Giba aparece também nesse programa da tv educativa dedicado à cultura de rua.
Quem via ele de terno e  gravata no Japão nunca desconfiou que fosse da galera dos manos e das minas. 

3 comentários:

Ocho disse...

Muito triste a situaçao. Quando vi as fotos, imaginava que fosse em qualquer cidade brasileira, mas nao... Com certeza sao jovens brasileiros (o estilo eh igualzinho a das pichacoes daqui do Brasil) que infelizmente cairam na marginalizacao e aumenta cada vez mais imagem negativa dos brasileiros pelo mundo.

ranpas110 disse...

Oh por favor, arte? O barato dos pichadores é o de imaginar a cara de raiva do proprietário no dia seguinte pelo estrago causado. Igualzinho àquele pessoalzinho que sai furando pneus de bicicletas e carros aleatoriamente. Puro vandalismo.

Anônimo disse...

é isso ai rapa
pixo neles no mundo todo
tbm temos pixo ai em osaka
abç ak da familia tumulos os melhores de sampa

TUMULOS-TATEI

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