Diretor geral da JMIU Shizuoka leste, Katsuyuki Aoki fala o que aconteceu depois do piquete da Asmo. Ele revela que o Freitas não é mais diretor do sindicato
Um dos fatos que aconteceram aqui no Japão no início da crise e que repercutiu no mundo todo foi aquele piquete que aconteceu na porta da fábrica Asmo em Kosai, ocorrido em fevereiro deste ano.
Quem viu as reportagens como essa que saiu na BBC Brasil , essa aqui ou mesmo esse vídeo, deve estar se perguntando o que aconteceu depois.
O blog da comissão de fábrica da Asmo não menciona nada dos resultados da negociação.
A imprensa brasileira só divulgou o barulhaço na porta da fábrica e não foi atrás do resto.
Só uma nota no jornal Mainichi do dia 21 de maio deu uma pista: O sindicato JMIU procurou a intermediação do Comitê de Relações Trabalhistas de Shizuoka, um orgão administrativo sem poder judicial.
No vídeo acima, o diretor geral do sindicato JMIU leste Shizuoka, Katsuyaki Aoki fala das várias rodadas de negociações até chegar a um acordo final apenas para os 33 brasileiros sindicalizados demitidos (num total de quase 200) , cujo conteúdo não pode ser revelado por uma cláusula do acordo.
Mas ele confirma que foi uma idenização em dinheiro para cada um dos sindicalizados, e não a reintegração à fábrica.
O sindicalista afirma que os contratos de trabalho da Asmo de 2 meses não eram ilegais, e o piquete foi uma forma de se fazer pressão para iniciar a negociação.
Pelo fato do sindicato ter aceito as condições da Asmo no comitê de relações trabalhistas de Shizuoka , não ter procurado os tribunais e ainda ter aceitado a cláusula de segredo tudo leva a crer que o acordo foi muito proveitoso para os 33 filiados.
Aoki fala também que o sindicalista Freitas não é mais diretor (yakuin) do sindicato JMIU, desde 3 meses atrás, já que se demitiu da emprêsa Konan , uma empreiteira dentro da Suzuki, e deixou de ser metalúrgico. Agora ele é apenas um filiado especial.

7 comentários:
o audio ta ruim...nao consegui escutar direito o q ele fala...
Nanashi, aumentei o nível do som, essse é o máximo possivel.
o japones disse que o Freitas nao participou da negociacao, ou seja foi la soh pra fazer piquete e provocar e se mostrar pros jornais.
É sempre assim! Eu falo que essas pessoas querem mais crescer em cima de quem já se encontra em dificuldades do que propriamente ajud-a-las...
Conheci um cara que trabalhou nessa fábrica e até hj ele se encontra desempregado. Ninguém o aceita por ser um dos ex-funcionários dessa fábrica, mesmo ele "não tendo participado" da baderna.
Freitas não está mais trabalhando na Suzuki e não é mais metalúrgico?? Ele sobrevi às custas do quê?? Taxas??
UM BANDO DE ASNOS.
http://groups.google.com/group/Networknacional . Agora o tal sindicalista vai atacar de promoter de eventos e fazer a feira do trabalhador, quem sabe no Ziva. vai ter concurso de miss tbem seu Freitas?
O nível do áudio está perfeito para meus ouvidos, a reportagem está muito bem feita! Parabéns! Isso prova que nem todos os sindicalistas são como o Freitas.
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