Flávia Tyemi Yanase: As escolhas certas com a ajuda da família.
Flávia é uma das milhares crianças que vieram para o Japão na compania dos pais.
Ela chegou aqui no final de 97 com 10 anos de idade junto com a irmã mais nova e a mãe, o pai já estava trabalhando como dekassegui desde 90.
Eles foram morar em Ogasa cho, hoje incorporada à cidade de Kikugawa.
A mãe e as filhas foram fazer alguns cursos de japonês quando chegaram, e as meninas foram matriculadas em escolas públicas japonesas.
Desde o ínicio , a mãe Sheila optou em colocar as filhas na escola japonesa, mas dentro de casa, o português era a língua obrigatória.
Enquanto muitos brasileiros não davam a mínima quando os filhos adolescentes abandonavam a escola e iam pegar no batente nas fábficas. Os país da Flávia sempre botaram na cabeça da menina da importância de seguir em frente na escola. Depois do primário, o ginásio, e o colegial.
Quando Flávia entrou no colegial, um dos melhores da região, ela foi até criticada pelos ¨amigos brasileiros ¨ do ginásio que diziam que ela estava virando ¨japonesa¨.
O apoio da sua família foi importante nessas horas quando os amigos da ¨onça¨ apareciam para perturbar a cabeça da menina.
Mesmo no colegial, ela não teve apoio de alguns professores quando ela decidiu concorrer a uma vaga na Universidade Internacional Cristã, a ICU, uma escola particular de prestígio, de onde sairam presidentes de grandes emprêsas como a Xerox, e juizes da suprema corte japonesa.
A justificativa para alguns professores não botarem fé na Flávia é de que nenhum aluno desse colégio entrou nessa Universidade, a maioria, se não todos, iam para as faculdades de menor nível.
Mas a Flávia não se abateu e mais uma vez com o apoio dos pais que sempre trabalharam para garantir o seu futuro ela conseguiu entrar, e no ano que vem ela já se forma em Sociologia.
( e não em Relação Internacionais como a matéria acima afirma);
Ela confessa que sua ida para Tóquio abriu a sua cabeça e descobriu um mundo novo que não estava dentro das fábricas de Kikugawa.
Flávia já chegou a ir ao Brasil a trabalho. Um convite da agência JICA, para dar uma palestra na USP em São Paulo
Ela não vai parar de estudar, vai buscar um mestrado no Canadá ou Inglaterra.
Sem a ajuda e o incentivo do pai Flavio e da mãe Sheila, ela provavelmente seria uma das milhares de jovens sem qualificação que alternariam o trabalho nas fábricas com a ilusão de se tornar modêlo.
Parabens Flávio e Sheila, se todo os pais aqui no Japão tivessem pelo menos a metade do empenho que vocês tiveram na educação das sua filhas, não haveria discussões inúteis como essa aqui, ou essa outra aqui.
E parabéns Flávia por sua tenacidade e foco nos seus objetivos e no respeito dedicado aos seus pais. Você descobriu que o Japão não é aquele gueto fechado de brasileiros que não conseguem enxergar nada do que seja zangyo, tantoshas e baladas no fim de semana.
Quando você tiver no Canadá ou Inglaterra vai descobriu que o Japão também é muito pequeno para as suas aspirações.
Omedetou, Tyemi!

1 comentários:
Flavia, Omedetou!!! e aos pais da Flavia tbém, eu tbem acredito muito em estudo
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