sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Natal infeliz

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Piquete na porta da fábrica Asmo de Kosai:O que aconteceu depois?

Diretor geral da JMIU Shizuoka leste, Katsuyuki Aoki fala o que aconteceu depois do piquete da Asmo.

Um dos fatos que aconteceram aqui no Japão no início da crise e que repercutiu no mundo todo foi aquele piquete que aconteceu na porta da fábrica Asmo em Kosai, ocorrido em fevereiro deste ano.
Quem viu as reportagens como essa que saiu na BBC Brasil , essa aqui ou mesmo esse vídeo, deve estar se perguntando o que aconteceu depois.
O blog da comissão de fábrica da Asmo não menciona nada dos resultados da negociação.
A imprensa brasileira só divulgou o barulhaço na porta da fábrica e não foi atrás do resto.
Só uma nota no jornal Mainichi do dia 21 de maio deu uma pista: O sindicato JMIU procurou a intermediação do Comitê de Relações Trabalhistas de Shizuoka, um orgão administrativo sem poder judicial.

No vídeo acima, o diretor geral do sindicato JMIU leste Shizuoka, Katsuyaki Aoki fala das várias rodadas de negociações até chegar a um acordo final apenas para os 33 brasileiros sindicalizados demitidos (num total de quase 200) , cujo conteúdo não pode ser revelado por uma cláusula do acordo.

Mas ele confirma que foi uma idenização em dinheiro para cada um dos sindicalizados, e não a reintegração à fábrica.
O sindicalista afirma que os contratos de trabalho da Asmo de 2 meses não eram ilegais, e o piquete foi uma forma de se fazer pressão para iniciar a negociação.

Pelo fato do sindicato ter aceito as condições da Asmo no comitê de relações trabalhistas de Shizuoka , não ter procurado os tribunais e ainda ter aceitado a cláusula de segredo tudo leva a crer que o acordo foi muito proveitoso para os 33 filiados.

Aoki fala também que o sindicalista Freitas não é mais diretor (yakuin) do sindicato JMIU, desde 3 meses atrás, já que se demitiu da emprêsa Konan , uma empreiteira dentro da Suzuki, e deixou de ser metalúrgico. Agora ele é apenas um filiado especial.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Casa do trabalhador brasileiro em Hamamatsu





Ontem aconteceu em Hamamatsu mais uma reunião da NNBJ, a Network Nacional dos Brasileiros no Japão. Entre vários assuntos , a questão da tal Casa do Trabalhador Brasileiro que seria um local financiado com dinheiro público brasileiro pra prestar ajuda aos dekasseguis.

Coube ao sindicalista Francisco Freitas falar sobre a posição da NNBJ sobre a tal Casa.

Eu não vou comentar nada, mas quem tiver a paciência de ver o vídeo poderia me responder:

O que os brasileiros no Japão vão ganhar com essa Casa?

O arquivo do Jornal Tudo Bem quase foi pro lixo.

Quase todos os brasileiros do Japão conheciam o Jornal Tudo Bem, que era um dos jornais semanários brasileiros pagos que circulou durante quase 16 anos até virar uma revista no ano passado que não durou nem uma edição.

Ele disputava palmo a palmo com o seu concorrente a atenção dos leitores brasileiros, mas devido a crise que começou no ano passado e a diminuição de anunciantes seu dono resolveu encerrar as atividades no Japão.

O presidente Masakazu Shoji mandou entregar os escritórios da emprêsa em Tóquio e desfazer dos seus ativos, mesas, cadeiras e computadores.
O que fosse imprestável, ia pro lixo.
Isso incluia todo o arquivo do jornal Tudo Bem, mais de 800 exemplares que contava a história dos dekasseguis desde 92 até o fim do ano passado.

Se não fosse a intervenção do Angelo Ishi, que chegou a alugar um caminhão para buscar as edições encadernadas , os 300 quilos de jornal virariam polpa para fazer mangás ou papel higiênico ou virariam moeru gomi mesmo.

Muita gente pode até nem dar importância a um monte de papel velho, mas quando esses papéis registram uma parte do nosso cotidiano, notícias que retratavam uma realidade que só quem morou aqui viveu, sabe que esse monte de jornal velho tem alguma importância.

No Brasil qualquer boa biblioteca pública guarda os exemplares dos jornais locais. Em São Paulo frequentava a bibioteca Mario de Andrade só para ver os jornais antigos da década de 50 e 60.


O Angelo que já foi editor do Tudo Bem e agora é professor da Universidade Musashi, levou toda a coleção dos jornais para o seu centro de pesquisa da universidade e me garantiu hoje que vai disponibilizar para quem quiser consultar os jornais. Mais informações mandem um email pro Angelo Ishi : angeloalternativa@hotmail.com

Apesar de suas divergências com outro jornal por causa de algumas opiniões de sua coluna, espero que o seu centro de pesquisa vire uma referência para os interessados na história da presença brasileira no Japão, que corre o risco de desaparecer.

Educação das crianças no Japão: O papel da família,

Flávia Tyemi Yanase: As escolhas certas com a ajuda da família.


Flávia é uma das milhares crianças que vieram para o Japão na compania dos pais.
Ela chegou aqui no final de 97 com 10 anos de idade junto com a irmã mais nova e a mãe, o pai já estava trabalhando como dekassegui desde 90.
Eles foram morar em Ogasa cho, hoje incorporada à cidade de Kikugawa.
A mãe e as filhas foram fazer alguns cursos de japonês quando chegaram, e as meninas foram matriculadas em escolas públicas japonesas.

Desde o ínicio , a mãe Sheila optou em colocar as filhas na escola japonesa, mas dentro de casa, o português era a língua obrigatória.
Enquanto muitos brasileiros não davam a mínima quando os filhos adolescentes abandonavam a escola e iam pegar no batente nas fábficas. Os país da Flávia sempre botaram na cabeça da menina da importância de seguir em frente na escola. Depois do primário, o ginásio, e o colegial.

Quando Flávia entrou no colegial, um dos melhores da região, ela foi até criticada pelos ¨amigos brasileiros ¨ do ginásio que diziam que ela estava virando ¨japonesa¨.

O apoio da sua família foi importante nessas horas quando os amigos da ¨onça¨ apareciam para perturbar a cabeça da menina.

Mesmo no colegial, ela não teve apoio de alguns professores quando ela decidiu concorrer a uma vaga na Universidade Internacional Cristã, a ICU, uma escola particular de prestígio, de onde sairam presidentes de grandes emprêsas como a Xerox, e juizes da suprema corte japonesa.

A justificativa para alguns professores não botarem fé na Flávia é de que nenhum aluno desse colégio entrou nessa Universidade, a maioria, se não todos, iam para as faculdades de menor nível.

Mas a Flávia não se abateu e mais uma vez com o apoio dos pais que sempre trabalharam para garantir o seu futuro ela conseguiu entrar, e no ano que vem ela já se forma em Sociologia.
( e não em Relação Internacionais como a matéria acima afirma);

Ela confessa que sua ida para Tóquio abriu a sua cabeça e descobriu um mundo novo que não estava dentro das fábricas de Kikugawa.
Flávia já chegou a ir ao Brasil a trabalho. Um convite da agência JICA, para dar uma palestra na USP em São Paulo

Ela não vai parar de estudar, vai buscar um mestrado no Canadá ou Inglaterra.

Sem a ajuda e o incentivo do pai Flavio e da mãe Sheila, ela provavelmente seria uma das milhares de jovens sem qualificação que alternariam o trabalho nas fábricas com a ilusão de se tornar modêlo.

Parabens Flávio e Sheila, se todo os pais aqui no Japão tivessem pelo menos a metade do empenho que vocês tiveram na educação das sua filhas, não haveria discussões inúteis como essa aqui, ou essa outra aqui.

E parabéns Flávia por sua tenacidade e foco nos seus objetivos e no respeito dedicado aos seus pais. Você descobriu que o Japão não é aquele gueto fechado de brasileiros que não conseguem enxergar nada do que seja zangyo, tantoshas e baladas no fim de semana.

Quando você tiver no Canadá ou Inglaterra vai descobriu que o Japão também é muito pequeno para as suas aspirações.

Omedetou, Tyemi!

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Milton Higaki:caso encerrado para a polícia de Shizuoka

Shizuoka shinbun de hoje, edição vespertina: Polícia de Shizuoka considera o caso Higaki encerrado

O caso do brasileiro Milton Higaki, que atropelou a japonesa Mayumi Ochiai no dia 26 de julho de 1999 e fugiu para o conforto do seu lar no Brasil quatro dias depois chega ao fim oficialmente.
A polícia de Shizuoka vai encerrar oficialmente o caso, já que Milton foi condenado a 4 anos de reclusão no Brasil. Mesmo que ele não fique um dia na cadeia, e pague a sua pena com cestas básicas e uma multa irrisória de mais de 200 mil ienes ele não deve mais nada para justiça japonesa.
Agora se ele quiser voltar para o Japão, não vai ser importunado pela polícia japonesa, já que prestou contas com a justiça brasileira pelo crime cometido no Japão, através do tal dairi shobatsu, o processo por procuração.

Pois é, Milton, agora só falta você pagar a merreca dos 200 mil ienes para o seu Toshio Ochiai que é o valor que você alegou que vale a vida da Mayumi.


sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Resposta ao sindicalista Francisco Freitas que me chamou de canalha no Hello Work.

Hoje estava no Hello Work de Hamamatsu quando fui abordado pelo Francisco Freitas, que me chamou raivosamente de ¨canalha¨.
O bate boca foi por causa dos últimos parágrafos do post sobre a II Conferência dos Brasileiros no Exterior. que publiquei em outubro passado.

Reproduzo aqui o texto do post que o deixou indignado:
¨A senhora, se é assim que se pode dizer, é um travesti de meia idade, a Leila, que mora na Itália. A representante dos brasileiros na Itália ocupou parte de sua declaração para explicar a origem da palavra ¨Viado¨ e ¨Bicha¨. Confira na posição 20:00 do vídeo acima.
Quem gostou da explanação do transexual foi o sindicalista Francisco Freitas que estava presente na sala. Confira na posição 23:30 do vídeo
O que é isso companheiro Freitas? Você, um cearense cabra macho, que deveria estar defendendo os trabalhadores dekasseguis da exploração nipo-capitalista, se encantando com as estórias da Leiloca.
Já não fazem mais sindicalistas como antigamente...
¨

Como estávamos em um repartição pública e não numa sala de reuniões,e os que estavam em volta não tinham nada a ver com a discussão, fiquei quieto enquanto ele dizia as sua palavras de desabafo contra a minha pessoa, que agora respondo:

Caro Freitas.

Quando o encontrei no Hello Work de Hamamatsu, você se referiu a mim como um ¨canalha¨ por causa do comentário que fiz sobre a sua atuação na II Conferência dos Brasileiros no Exterior, realizada em outubro no Rio de Janeiro.

Todos os comentarios daquele post foram baseados na vídeo conferência que estava sendo transmitida ao vivo e que se perderia pra sempre se eu não gravasse e colocasse na net pra qualquer um conferir.

As imagens falam por si só, basta você rever as palavras dos representantes do Japão.. Os desabafos do Carlos Shinoda, as declarações da Lilian Hatano. Nesse post eu não mencionei a Yoshiko Mori, mas nesse outro post onde critico a NNBJ (que aliás você faz parte) eu comentei elogiando o trabalho da irmã Mori na conferência atráves da sua contribuição escrita, aliás, a ÙNICA do Japão.

Infelizmente Freitas, seu único registro naquele vídeo foi o seu comentário sobre um assunto pitoresco sem nenhuma importância para nós que esperavamos algo mais relevante. Com tempo escasso e tantos assuntos importantes em outras salas temáticas que estava ocorrendo em paralelo e você perdendo tempo ouvindo uma aula de como surgiu a palavra ¨viado¨?

Se ser canalha é usar a ironia para criticar, então sou mais do que um canalha, sou um cínico mequetrefe.

Eu não tenho nada pessoal contra você, Freitas, mas quem estava lá no Rio de Janeiro, era o sindicalista Francisco Freitas que era o representante dos trabalhadores brasileiros do Japão. Se você não gostou do meu comentário, poderia ter me mandado um email pedindo um direito de resposta ou ter escrito um comentário.
Não precisava ter guardado esse rancor que explodiu numa agressão verbal.

Freitas, você aqui no Japão é uma figura notória. A partir do momento que assumiu ser um representante sindical você sabia que estaria sob fogo cruzado. E foi para a figura pública é que escrevi aquele comentario irônico.

Se sua família ficou com raiva por causa disso, peço desculpa a eles, já que eles não tem culpa por causa das nossas diferenças de pensamento.

Se você entendeu aquele comentário como uma alegação da sua falta de masculinidade,peço mais uma vez desculpas, se a construção da frase deu esse duplo sentido.

Quando eu resolvi criar esse blog, era para divulgar fatos, denunciar situações, provocar discussões, e dar a minha opinião e a de outros, e tudo sem rabo preso com ninguém, e até você concordou hoje que esse espaço tem alguma importância nessa comunidade brasileira do Japão que está às cegas de informação.

Se a discussão começou nesse espaço, espero que seja democraticamente resolvida aqui, e não num bate boca verbal entre as quatro paredes do Hello Work.
P.S. Se não quiser comentar aqui, responda no seu blog , que já tem um ano que não é atualizado.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Japonesas preferem chineses para casar?

O site Japan Probe publicou um post sugerindo que as japonesas que preferem casar com estrangeiros estão trocando os americanos pelos chneses para casar. Uma das causas seria o enriquecimento da China.

Já não é novidade de que as japonesas podem escolher melhor os seus maridos, e pra muitos japoneses homens só resta a opção de casar com chinesas ou filipinas.
No ano de 2007 houve 11926 casamentos de japoneses com chinesas. Casamento com filipinas vem em segundo lugar com 9217 casamentos.

Já para as japonesas, tirando os chousenjins, os americanos ainda estão na preferencia delas , com 1485 casamentos em 2007, com chineses em seguida com 1016 casamentos.

E os brasileiros , como estão a sua cotação com os japoneses?
No mesmo ano de 2007 houve 341 casamentos de japonesas com brasileiros e 288 casamentos de japoneses com brasileiras.

Todos essses dados de casamentos no Japão estão nas estatísticas do Ministério do Bem Estar.

Os números dos casamentos em sí nao querem dizer muta coisa. É preciso ver a outra ponta, os divorcios e ai a estória muda de figura.
Analisando as estatistcas de divórcios temos os seguintes números:

No ano de 2007 hove 679.550 casamentos entre os japoneses, e 236.612 divórcios, uma taxa de 34 divórcios para cada 100 casamentos.

Dados de 2007 de casamentos internacionais , para cada 100 casamentos onde a esposa é japonesa houve 55 divórcios com chineses. 25 divórcios com americanos e 29 divórcios com brasileiros e 16 com ingleses. O que prova que casar com chines pode não trazer felicidade.

No caso de maridos japoneses, a taxa de divórcio para cada 100 casamentos é a seguinte:
com esposas chinesas: 42 divórcios, filipinas:50 divórcios, americanas:35 divórcios, e com brasileiras: 34 divórcios.

Analisando a taxa de divórcios percebe se que a taxa de divórcios de casamento de japonesas com americanos (25) , ingleses (16) e brasileiros (29) é menor do que a média entre os japoneses (34)

Já entre os casamentos entre maridos japoneses e esposas estrangeiras, só entre as de esposas brasileras estão na média dos japoneses, de 34 divórcios. As filipinas são as campeãs da separação com 50 divórcios, seguida pelas chinesas com 42 separações.

Se você é brasileiro e quer convencer a sua namorada japonesa a casar taí uma boa oportunidade de mostrar, usando a estatístca de que o casamento pode dar certo.
O risco que você corre é ela te trocar por um americano ou inglês.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Brasileiro morre atropelado em Hamamatsu.



Shizuoka Shinbun:O brasileiro Masami Oyama morreu no sábado dia 12, vítima de atropelamento em Hamamatsu

Mais um atropelamento, desta vez a vítima foi o brasileiro Masami Oyama , de 67 anos.
Masami e sua esposa Adelaide estavam de bicicleta em uma rua do bairro de Kita Takaoka , quando o carro da japonesa Sayaka Hina, de 29 anos, entrou na contra mão de uma rua onde estavam o casal de brasileiros.
A japonesa estava falando ao celular e não prestou atenção. A colisão foi inevitável, e Masami foi ferido gravemente na cabeça, e veio a falecer no hospital.

Aqui vai uma observação minha. A nota do Shizuoka Shinbun não menciona a nacionalidade da vítima, mas se fosse ao contrário , ou seja, se o causador fosse brasileiro e a vítima japonesa, vocês acham que o ブラジル国籍 (nacionalidade brasileira) não seria colocado ao lado do nome do brasileiro?

sábado, 12 de dezembro de 2009

Polícia de Iwata procura fugitivo que provocou atropelamento

Shizuoka Shinbun Yukan , sábado ,5 de dezembro: morte por atropelamento e fuga

Shizuoka Shinbun de hoje:Uma semana depois, polícia foi ao local do acidente para investigar.

Hoje faz uma semana que ocorreu um atropelamento em Iwata, no bairro de Mikano, quase na divisa com Fukuroi. O local é cercado de plantações de arroz.

O causador do acidente fugiu e não prestou socorro. A vítima faleceu no hospital.
Na madrugada do dia 5, às 3:55 , o japonês Hiroyuki Suzuki de 33 anos, foi encontrado caído por um motorista de caminhão que acionou a polícia.
Suzuki veio a falecer no hospital por traumatismo craniano.
A polícia declarou que não havia marcas de pneus, e que provavelmente o carro que atropelou a vítima seria um sedan.
Quem souber de alguma informação, a polícia de Iwata pede para entrar em contato com o telefone 0120-583-110.


sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Morando bem em Hamamatsu



Diário Oficial 27 novembro , página 128

Tem brasileiros morando bem em Hamamatsu, e não são empresários e muito menos meros dekasseguis.
O diário oficial do Brasil publicou na sua edição 27 de novembro, seção 3, página 128 a autorização para renovação dos aluguéis dos apartamentos dos gerentes do escritório de Hamamatsu da Caixa Econônica Federal, Não houve licitação.
O aluguel mais barato é do apartamento do Gerente Regional que vai custar ¨apenas¨ 367 mil ienes por mês. O ¨apato¨ fica no imponente Tower The First, quase ao lado da estação de Hamamatsu.
Sobrou pro Superintendente morar no maior edificío de Hamamatsu, tirando o Act City, o Ds Tower que fica bem em frente a estação de Hamamatsu , o aluguel vai ser de 459 mil ienes, uma pechincha.

A Caixa Econômica no Japão veio pro Japão em 2006 atrás do dinheiro das remessas dos dekasseguis, mas sinceramente, dos poucos brasileiros que ainda mandam dinheiro pro Brasil , eu não conheço ninguém que usa os seus serviços de remessa.
A Caixa é uma emprêsa pública brasileira, e é mantida pelo governo brasileiro.

Se você paga impostos no Japão, esse post é irrelevante, porque quem vai pagar essa conta vai ser o contribuinte dos cofres do governo Lula.

Falando em desperdício de dinheiro público, no ano que vem vai chegar em Hamamatsu, a tal Casa do Trabalhador Brasileiro, e já começou a corrida pra quem vai pegar o dindin pra tocar essa tal casa, que quando for aberta, vai estar mais pra Casa do Desocupado Brasileiro.
Já que essa casa não vai poder intermediar empregos no Japão, tarefa das Hello Works.


P.S. O valor dos aluguéis dos apartamentos dos gerentes é maior do que o próprio escritório em que eles trabalham, conforme consta no contrato abaixo, que também não teve licitação.

Aluguel do escritório da Caixa no Act City: 743 mil ienes por mês



quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Túnel do Tempo: 13 anos atrás, o assalto do pachinko em Hamamatsu


Assalto ao pachinko em Hamamatsu:20 milhões de ienes


O caso do roubo de 20 milhões de reais que teria sido planejado e executado por um ex-dekassegui em São Paulo me fez lembrar de outro assalto de 20 milhões, só que de ienes.

Na manhã da terça feira do dia 5 de novembro de 1996, Alex Yuji Inouye um rapaz nascido em São José dos Campos-SP , então com 21 anos, e mais dois comparsas atacaram dois funcionários do Pachinko Kintaro Mantaro que fica perto da estação Shin Hamamtsu e levaram uma maleta contendo a féria do dia anterior que seria transportada para a matriz do pachinko. Os 20 milhões de ienes ( quase 22o mil dólares) foram divididos entre os três.

O Alex Yuji Inouye ainda teve tempo de fugir no mesmo dia, embarcando no vôo RG839 da Varig que saiu as 5 da tarde do então aeroporto de Nagoya rumo à Sâo Paulo, levando a sua parte do roubo.

Mas parece que o Alex tomou gosto pela carreira de bandido, em São Paulo, ele já foi condenado no ano de 2007 por furtar um toca fita , e no mês passado ele foi pego em flagrante furtando outra vez.

PS: O Pachinko Kintaro Mantaro faliu. O prédio vai a leilão. Quem tiver 566 milhões de ienes ( quase 6.5 milhões de dólares) pode comprar o prédio e o terreno.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Trabalho em fábrica: Governo vai acabar com as empreiteiras.

No domingo passado, o ministro do trabalho japonês, Akira Nagatsuma declarou na NHK no programa Nichyo Touron, que o governo pretende proibir o trabalho nas fábricas através de empreiteiras. A nota saiu na Bloomberg
Segundo ele, a lei das empreiteiras, o Rodo Haken Hou será modificada.
Vai ser enviada ao parlamento no ano que vem uma proposta para proibir a contratação ,via empreiteiras, na área de manufatura.

Vão mexer mais uma vez num vespeiro. A última modificação da lei obrigou as empresas a contratarem os trabalhadores após 3 anos de trabalho em empreiteiras. O resultado foi essa onda de desemprego de dekasseguis brasileiros.

Mas se não mexerem no sistema de ukeois, o sistema de produção tercerizada , um jeitinho que criaram pra burlar a lei das empreiteiras, nada vai mudar.

Não sei não, quem trabalha em fábrica pode se preparar para o pior no ano que vem.

Ex-dekassegui rouba 20 milhões de reais.



Roubo de 20 milhões de reais: Ex-dekassegui envolvido?

O sensacional roubo da transportadora em São Paulo teria o envolvimento de um ex-dekassegui.
Segundo o Estado de São Paulo, seria um tal de Mario Mitsui.

Só faltava o reis dos ladrões ter dupla nacionalidade e fugir pro... Japão pra curtir a sua ¨aposentadoria¨, como o hermano peruano Fujimori.

Japoneses investem quase 72 bilhões de dólares no Brasil.

Uma nota publicada ontem na Reuters do Japão avisa que os japoneses estão acreditando e investindo no Brasil.
E não são empresários que investem diretamente em negócios lá do outro lado . São cidadãos comuns, assalariados ,donas de casa que descobriram os fundos de ações do Brasil, o chamado burajiru kabu foundo.
Segundo a Reuters só no mês de novembro houve um aumento de 31.4% em relação ao mês anterior, chegando a 655 bilhões de ienes, quase 72 bilhões de dólares.
O que poucos brasileiros sabem é que esses fundos podem ser comprados em qualquer banco ou corretora japonesa, alguns são intermediados por bancos brasileiros.
Alguns até dobraram de valor desde o início do ano, como o fundo de acões da Daiwa. Quem aplicou 100 mil ienes em janeiro , no auge da crise financeira, hoje pode resgatar 200 mil.

No Brasil o investimento em ações faz parte do cotidiano. As páginas de economia e investimento dos jornais e sites são tão lidos como as páginas de esporte. E os bancos não oferecem apenas a poupança como investimento.

Semana passada teve um coquetel aqui em Hamamatsu oferecido por um banco anunciando com o maior estardalhaço uma poupança em reais. Sabem qual o rendimento da dita cuja? 3,75% ao ano , isso se você aplicar mais de 50 mil reais durante um ano. Se retirar antes , pagam 0,01%.
Dúvida? Clique aqui para conferir.

Aqui nessa terra brasilis- japonica se você depender da imprensa dekassegui e dos bancos brasileiros aqui estabelecidos, para investir o seu dinheiro vai ficar pobre e até miserável. É melhor arriscar no takarakuji.


P.S. Esse vídeo da Nikko Cordial mostra o Brasil para os investidores japoneses.
Agora o Brasil é a bola da vez.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Programa do Gugu paga a passagem pra dekassegui voltar.


De volta pro meu aconchego: Programa do Gugu


Quem quiser voltar pro Brasil e não quer pegar a ajuda dos 300 mil agora tem mais uma opção:
O programa do Gugu, sim, dele , o Gugu Liberato que agora está na emissora do bispo, está oferecendo uma passagem para um dekassegui do Japão que deseja voltar pra casa no Brasil.

Mas o interessado tem que provar que esta na dureza e vai ter que participar do quadro

Se o necessitado for bom de lábia pode até chorar suas mágoas no programa e pedir um emprego.

Taí uma boa oportunidade de tirar o ¨encosto¨ e subir na vida.

Os interessados podem fazer a inscrição no site do programa

Rádio Transamérica de Nagoya fecha as portas.

Uma nota do Sankei publicada hoje anuncia a falência da Nagoya Naka FM Radio Hoso mais conhecida como Transamérica Internacional. O rombo foi de 2 milhões de ienes. O presidente da rádio era uma figura conhecida em Nagoya, Jean Pierre Minamizaki.
Não é a primeira vez que o Minamizaki fecha uma ¨lojinha¨.
Aliás , fazem exatamente 10 anos que o brasileiro encerrava outra atividade, a de dono de escola de comissários de bordo. O prejuízo foi maior: 13 alunos pagaram 315 mil ienes por um curso que não valia nada.

Antigamente era mais fácil ¨ganhar¨ dinheiro no Japão. Esses tempos não voltam mais...




quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Maratona de consultas em Hamamatsu no dia 30.


Traduzir o intraduzível : trabalho duro das ¨tsuyakus¨.

Na próxima segunda feira dia 30, a partir das 10 manhã vai acontecer uma maratona de consultas em Hamamatsu para os brasileiros necessitados.Vai ser no prédio da administração provincial, o sogo kencho, que fica em frente do edifício Create, clique aqui para ver o mapa.

Convocaram todas as tsuyakus de Hamamatsu para trabalhar no dia.

Quem é de Hamamatsu e está a toa nesse dia e quiser saber sobre ajuda do retorno, seguro desemprego, ajuda de sobrevivência, etc. essa é a oportunidade.

Aproveitem que ainda tem várias ajudas em dinheiro disponíveis, além daquele mal falado empréstimo do Hello Work, mas tem que provar que está na pindaíba. Algumas nem precisa devolver como a ajuda do aluguel, outras nem cobra juros, como o empréstimo dos 200 mil. Coisa de governo pai pra filho.

E pra quem quiser trabalhar, pode consultar as pouquíssimas ofertas de trabalho que aceitam gaijins.

Vai ter advogados japoneses para consultas sobre casos civis como dívidas e financiamentos de casas.

Mais detalhes sobre a maratona de consultas ligue no free dial 0120-930-946 ou 053-458-7400, atendimento em português e está fechado no fim de semana.

Clique aqui para ver o panfleto em japonês.

Avise pro seu amigo necessitado.

Quando a crise no Japão vai acabar?

Muita gente considera o Google como um oráculo e tenta buscar respostas para as dúvidas inquietantes.
No caso dos dekasseguis no Japão , pesquisas do tipo ¨Quando a crise no Japão vai acabar?¨, ¨Japão,brasileiros, dekassegui, crise¨, ¨Até quando vai durar a crise no Japão¨ acabam caindo nesse obscuro blog.

Antes de mais nada é preciso definir a que crise, o caro dekassegui se refere.

Se for a crise do desemprego para brasileiros , os números mostrados no post abaixo, mostram claramente que está diminuindo a população verde e amarela, enquanto a dos asiáticos está aumentando., sugerindo que as forças do mercado de trabalho já fizeram a sua opção.
Não que a mão de obra brasileira esteja sendo descartada de todo. As poucas vagas em indústrias são oferecidas apenas a mulheres,deixando os homens a opção de ficar em casa ou pescar com os amigos.

Se for a crise financeira internacional, aquele originada com a quebra do banco Lehman Brothers , essa é mais complicada.

Todo mundo lembra que a crise começou com a falência desse banco, e desencadeou o efeito dominó, chegando ao corte de consumo dos americanos, que são os principais compradores dos carros japoneses e de outros produtos.

Os governos do mundo todo começarar a injetar dinheiro pra tentar arrumar a casa.
Os EUA torraram bilhões pra tentar salvar os bancos e seguradoras.

Muita gente se espanta do porque o Brasil não ter sido tão afetado pela crise.
Por sorte o governo Lula desde o início investiu no mercado chinês fazendo deles um parceiro preferencial, deixando os americanos de escanteio. Os frutos agora maduros renderam uma boa salada;

Portanto a chave para a recuperação rápida da economia mundial , incluisive da japonesa, passa bem perto daqui, do outro lado do Mar do Japão.

Não que a crise não tenha atingido a China. Eles já gastaram quase 4 trilhões de reminbis, quase 600 bilhões de dólares em obras públicas, ferrovias, estradas e usinas elétricas. Tudo isso para o país não parar de crescer e manter o consumo chinês;

O Japão que já tem a maior dívida pública do mundo (quase 160% do seu PIB) e não pode se dar ao luxo de torrar dinheiro em obras como os chineses.
O Taro Aso conseguiu no ano passado ¨apenas¨ 5 trilhões de ienes , quase 50 bilhões de dólares que foram usados pra entre outra coisas na ajuda a bancos e em empréstimos a desempregados como aquele do Hello Work que foi a festa de alguns espertos..
Fora isso, o parlamento já tinha aprovado aquela ajuda dos 12 mil ienes, o teigaku kyufukin que consumiu 2 trilhões de ienes , quase 22 bilhões de dólares dos nossos impostos.

Eu nem preciso dizer que todo esse desperdício de dinheiro não teve efeitos práticos.

A única medida que está dando alguns resultados e que afeta diretamente os brasileiros que trabaham em fábricas são os incentivos fiscais para comprar um carro ¨ecológico¨

Um carro ecológico não é necessariamente um carro híbrido, dependendo da eficiência de consumo , a redução de impostos pode chegar a 75%.

No caso dos carros híbridos, a isenção de imposto é total.

Além disso o governo paga até 250 mil ienes pelo carro velho com mais de 13 anos de uso na troca por um carro ecológico, e esse carro vai pro desmanche ser reciclado. Ou seja , comprar carro usado deixou de ser um bom negócio.

Não é a toa que as únicas fabricas relacionadas a auto peças que estão contratando são aquelas relacionada ao carro ¨eco-friendly¨ como a Panasonic EV de Kosai.

Portanto caro leitor, se você quer sair da crise ,procure algo ligado ao setor, seja nas fábricas ligadas ao carro ecológico, ou as empresas de reciclagem.
Mas já vou avisando que a concorrência vai ser brava.

Quanto a resposta da pergunta do post, eu deixo aos leitores mais qualificados que trabalham aqui.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Aumentou a debandada dos brasileiros do Japão.

Hoje saiu os dados do mês de setembro das entradas e saídas de estrangeiros no Japão elaborado pela Imigração.
Comparado com os números de agosto:
Em setembro houve uma diminuição de 4079 brasileiros, muito mais do que o mês de agosto que foi de 2858 pessoas. A população brasileira em setembro está estimada em 258.597 pessoas.
Das outras nacionalidades só houve queda dos peruanos em 409 pessoas
Os indonésios praticamente não tiveram variação.

O destaque vai para os chineses que tiveram um aumento de 12.151 pesssoas. Os filipinos aumentaram em 414 pessoas com a sua população chegando a 219.072
Os vietnamitas aumentaram em 526 pessoas e os tailandeses em 446 pessoas.

O cálculo considera os estrangeiros com vistos de permanência, ou seja , não considera os vistos de turista.

Ontem o Toquio Digital publicou uma nota citando o site 47news.jp sobre a quantidade de brasileiros que já pegaram a ajuda do retorno dos 300 mil. Até agora, quase 15 mil brasileiros já foram pedir a ¨esmola¨¨ do retorno.
E no artigo especula-se que a mamata possa acabar em março do ano que vem.

Portanto quem está pensando em ir embora com a tal ajuda é bom ficar esperto pra não ser pego de surpresa.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Conselho de cidadãos ilustres de Hamamatsu

Pra sair da monotonia e agitar um pouco o marasmo, o Consulado Geral de Hamamatsu criou um conselho de amigos cidadãos.

A primeira reunião dos ¨cidadãos¨ vai acontecer amanhã no Act City , com direito a um almoço com o prefeito de Hamamatsu no luxuoso restaurante Paganini do Hotel Okura, no reservado VIP ¨Cristal¨.

Alguém pode me dizer pra que serve um conselho desses? O de Nagoya já conseguiu resolver algum problema dos coitados dekasseguis?

Na lista de membros do conselho, somente um operário.

O nosso conhecido sindicalista não foi convidado pra festa, mas no seu lugar chamaram um trabalhador com modos mais refinados. Ele trabalha nessa fábrica de auto peças e é especialista em centros de usinagem e não em passeatas.

Aliás nem a imprensa brasileira foi convidada pra reunião.

No que concordo plenamente, afinal o jornalismo dekassegui é irrelevante, praticamente inexistente.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Vale a pena fazer faculdade no Japão?


Porcentagem de colegiais e universitários no Japão.
Universitarios no Japão: em queda

Que o sistema educacional japonês é rigoroso e exigente todo mundo está cansado de saber.
Das brincadeiras da escola primária, o shogako, aos rigores do ginásio (chugako) e do colegial (koko) os japoneses passam por uma grande transformação até chegarem a vida adulta.

Quem vê o progresso e a tecnologia japonesa pensa também que as suas universidades e faculdades são igualmente exigentes e formam milhares de einsteins, gênios saidos dos seus bancos escolares.

Existem é lógico, centros de excelência em pesquisa nas universidades nacionais e em algumas privadas.

Mas a grande parte das universidades japonesas se encaixam naquilo que se chama de ¨Ekiben Daigaku¨. A expressão foi cunhada pelo ensaista e intelectual Soichi Oya. A descrição se encontra no livro do cônsul Akihiro Nakae :

Nas estações ferroviárias (eki) do Japão, vende se marmitas (bentô) para passageiros , e onde tem uma loja de bentô surge uma universidade.

Portanto Ekiben Daigaku são aquelas faculdades de baixa qualidade que tem em qualquer esquina, nesse caso , perto de uma estação de trem. Nisso o Japão é muito parecido com o Brasil e as suas faculdades de fundo de quintal onde se passa o tempo para pegar o canudo no final.

Soichi Oya dizia que o valor de um diploma universitário como simbolo de elite não tinha mais nenhum sentido.

E foi durante a década de 80 que os japoneses perceberam isso e descobriram que não valia a pena gastar uma fortuna em uma faculdade ekiben para no final trabalhar de balconista em Akihabara , pois uma vaga em uma emprêsa de renone seria destinada aos formados nas melhores universidades.

Portanto se você tem um filho que quer fazer uma faculdade no Japão e você vai pagar a conta analise a qualidade da escola que ele quer entrar pra mais tarde não se arrepender

Muitas vezes, pode se estudar em uma excelente universidade americana, pagando menos do que em uma ekiben daigaku. Além de aprender outra língua e cultura.

Eu sei que esse post vai dar muita polêmica, já que tem muitos brasileiros que estudam e alguns até dão aulas nas ekiben daigaku. Sem falar que elas anunciam também na imprensa dekassegui.

domingo, 22 de novembro de 2009

Prestação da casa própria no Japão: moratória pra quem está desempregado

Quem comprou casa no Japão e ficou desempregado: até 3 anos sem pagar prestação

Uma boa notícia pros brasileiros no Japão que compraram casa própria e perderam o emprego.
A Câmara baixa aprovou uma lei que permite os proprietários de casas que estão financiando o seu imóvel a pedir uma moratória.
Trocando em miúdos, se o dono da casa provar que está em dificuldades financeiras pode pedir a suspensão temporária do pagamento das prestações sem perder a casa.

A medida foi aprovada na sexta feira passada, mas ainda precisa passar pela câmara alta. Mas como o governo do Hatoyma tem a maioria nas duas câmaras, não vai ter problema.
A medida beneficia também as pequenas e médias empresas que pegaram dinheiro emprestado dos bancos e não estão podendo pagar.
Como uma loja de produtos brasileiros em Hamamatsu que tem que pagar uns 3 milhões de ienes por mês pro bancos e está passando um sufoco. A lei veio em boa hora e vai servir pros comerciantes também.

Pela lei, a suspensão do pagamento das prestações pode chegar a três anos.
É como sempre digo , o Japão é o melhor país do mundo pra pegar uma graninha emprestada. Em que lugar do mundo pode se deixar de pagar tanto tempo e ficar numa boa?

O Hensai Youyo Hou (返済猶予法) ou Moratoriamu (moratória) deve entrar em vigor no ano que vem.

A notícia foi destaque em todos os jornais japoneses na sexta feira.

Uma notícia tão importante como essa e a imprensa dekassegui brasileira não publicou nenhuma linha sobre o assunto. Em que mundo eles vivem?

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Pequenas emprêsas, grandes negociatas - empréstimo do ¨Hello Work¨

No dia 12 de dezembro fará exatamente uma ano que o governo japonês colocou a disposição dos desempregados que trabalhavam por empreiteira um empréstimo para alugar um apartamento e receber uma grana mensal. Os brasileiros o conhecem como o empréstimo do ¨Hello Work¨.
O dinheiro que pode chegar a 1 milhão e 860 mil ienes consiste em 400 mil ienes para pagar as luvas e o depósito inicial para a imobiliaria, 100 mil ienes para pagar a mudança, seis parcelas de 60 mil ienes. Todos esses valores vão direto pro dono do imóvel. Pro desempregado sobra 6 parecelas de 150 mil ienes. Depois do prazo de 6 meses, o beneficiario deveria começar a pagar o empréstimo em até 10 anos para o banco Rokin que é emprestador do dinheiro.

Acontece que dentro da ¨comunidade brasileira¨ alguns espertos viram nisso um excelente negócio para ser explorado nesses momento de crise. Começaram a aparecer umas ¨imobiliarias¨ como essa que fica nesse bairro, que abordavam os brasileiros desempregados na porta do Hello Work de Hamamatsu oferecendo ¨assessoria¨ para conseguir o dito empréstimo.

Mediante uma ¨módica¨ contribuição, essa turma fez a festa e ganhou rios de dinheiro nessa crise.

O assédio da quadrilha era tão grande que alguns elementos como esse aqui foram até expulsos do Hello Work.

Esse empréstimo foi uma das verbas mais mal planejadas do antigo governo Aso. Muitos brasileiros que pegaram esse dinheiro simplesmente se debandaram pro Brasil e ainda pegaram a ajuda do retorno dos 300 mil.

Quem disse que no Japão o dinheiro não cresce em arvores? Pelo menos em Hamamatsu ele fica boiando no rio que fica em frente do Hello work.


quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Começa a temporada de incêndios no Japão

Cique nas fotos para ampliar

Fachada da casa de mahjong Rich em Hamamatsu

Lateral da casa de jogos: polícia guarda os escombros



Esse carro estava no estacionamento da casa de mahojong


Fogo não parou e queimou os dois andarares

Segundo andar onde foram encontrados três corpos.


No Japão assim como existe a temporada dos tufões, os taifus, existe também a dos incêndios.
E Hamamatsu entrou no noticiario nacional por causa da tragédia que aconteceu na madrugada do dia 17 quando a casa de jogos de richi mahjong Kinchan que fica no bairro de Takaoka Higashi pegou fogo e matou 4 pessoas.
A polícia suspeita de um incêndio criminoso.

Mahjong pra que não sabe é um tipo de dominó chines que é jogado em uma mesa com 4 jogadores. No Japão joga se uma variante chamada richi mahjong. E normalmente se joga a dinheiro nessas casas. E ainda dizem que o jogo é proibido no Japão...

Não é bom frequentar esse tipo de ambiente no Japão. Alguns perdedores podem se vingar.

Eu prefiro arriscar minha sorte aqui. Já ganhei alguns trocados. Quem sabe eu vire um profissional como o lendário Doyle Brunson.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Brasileiros querem contratação direta e igualdade salarial entre homens e mulheres.


Brasileiros de Okazaki entram com processo contra empreiteira e fábrica


Cinco brasileiros que trabalhavam na Anden, uma fábrica de auto peças de Okazaki entraram com um processo no dia 9 de novembro no tribunal de Okazaki pedindo a contratação direta e a equiparação salarial entre homens e mulheres. Além de uma idenização.
Eles trabalhavam pela empreiteira Twenty First de Hamamatsu que tinha um contrato de terceirização de empreitada, o chamado ukeoi, onde os funcionários deveriam ser gerenciaddos na fábrica pela empreiteira.
Eles foram demitidos no final do ano passado e pedem a recontratação direta sem empreiteira.
E as mulheres pedem ainda a equiparação salarial, já que ganhavam 1000 ienes contra 1300 dos homens.

Os brasileiros são membros do sindicato Nagoya Fureai que ajudou a contratar o advogado Kazumi Arakawa para entrar com o processo contra a Anden e a Twenty First.

Segundo o advogado, a possibilidade de ganho é 100%, já o valor pedido está sujeito a negociações. Inicialmente os 5 brasileiros pediram no total de 20 milhões de ienes. A briga pode demorar mais de uma ano.

Brasileiro no Japão não costuma ir atras dos seus direitos. Dos 250 brasileiros demitidos da Anden só esses 5 correram atrás do prejuízo.

Um deles, o João Bosco, guardou um documento aparentemente inocente, um comprovante de pagamento de bônus em nome da Anden, que não poderia dar ordens para os brasileiros, já que o contrato com a Twenty First era de ukeoi. Como ukeoi , a própria Twenty First é que deveria gerenciar os seus funcionarios.

A Twenty First é uma das maiores empreiteiras de Hamamatsu, foi fundada em 92 e no balanço do ano de 2007 declarou receitas de 1.9 bilhões de ienes ( quase 19 milhões de dólares) e chegou a ter 500 funcionários. Conforme está nesse site.

O resultado desse processo pode dar a uma resposta a uma pergunta que todo dekassegui faz:
Como ficarão as empreiteiras de mão de obra no Japão?

A próxima audiência foi marcada para o dia 18 de janeiro as 13 horas no tribunal de Okazaki.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Duas Wagon R são encontradas queimadas em Hamamatsu

Dia 5, uma Wagon R foi abandonada queimada em Nipashi cho

Dia 10 , outra Wagon R queimada foi encontrada em Yuto cho

Se voce tem Wagon R e mora em Hamamatsu, é bom tomar cuidado.
Tem uma quadrilha a solta que anda roubando esse carrinho da Suzuki , tirando as peças e depois queimando as carcaças em terrenos baldios durante as madrugadas.
Dois carros já virarm fogueira.

Mesmo com a prisão dessa quadrilha de brasileiros, ainda tem muitos soltos por aí.

Os artigos acima são do Shizuoka Shinbum dos dia 5 e do dia 10. Não mencionam se os suspeitos são brasileiros. Mas conhecendo os precedentes, a possibilidade é grande.

domingo, 8 de novembro de 2009

Ex-dekassegui ¨empresário¨ preso em Birigui por roubo de carros.

Mansão do Renato Kassama em Birigui:Yamaguchi gumi?

'
Record News entrou na mansão do ¨yakuza¨


e o Fantástico mostrou o ¨próprio¨

A polícia civil de Araçatuba prendeu um ex-dekassegui que morou durante 16 anos no Japão acusado de liderar uma quadrilha de ladrões de carros e carga.
No site da Secretaria de Segurança de São Paulo não consta o nome do meliante, apenas as suas inciais R.T.K.

A polícia suspeita do envolvimento do dekassegui com a Yakuza.
RTK vendia carros em Birigui e a polícia encontrou varios deles ¨cabritados¨.

Eu acho meio difícil a Yakuza se meter com pés de chinelo como esse sujeito que roubava Corcel 75.

Deixa o Oyabun saber disso. Tão usando o nome de uma das mais respeitadas organizações do Japão em proveito próprio.

Respeitadas sim. Foram eles que forneceram os primeiros socorros no terremoto de Kobe, bem antes do governo.

Vou ver se consigo o nome completo desse RTK e posto aqui.

PS. graças a informação de um comentarista, RTK é o Renato Teruo Kassama, que seria dono da casa noturna Sunshine.

Se não me falhe a memória existiam duas Sunshine, uma em Gunma e outra em Ibaraki.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Comitiva do MEC no Japão: homologação de escolas no Japão não garante matrícula imediata no Brasil.


Entrevista do assessor do MEC: homologação não garante matrícula automática no Brasil.


Como era de se esperar, a vista anual da comitiva do MEC ao Japão não trouxe nenhuma solução para as semi-falidas escolas brasileiras daqui.
A comitiva chegou a uma brilhante conclusão: Existem escolas brasileiras boas e ruins no Japão.
Sem dizer quais eram. Muito profundo....

Mas na entrevista do assessor do MEC, Leonardo Osvaldo Barchini Rosa, revelou um detalhe que nem eu sabia: Alunos que estudaram em escolas brasileiras homologadas aqui no Japão, quando voltarem a estudar no Brasil não teriam a garantia de continuar na série correspondente. Seria necessário um exame de qualificação.
Segundo Leonardo, a homologação dada pelo MEC no Japão é apenas para emitir certificados e não para dar reconhecimento dos estudos feitos pelas escolas brasilerias no Japão.
Esse reconhecimento é feito por secretarias de educação de estados e municípios, mas não é automática. Conclusão: se o aluno não passar pelo exame de nivelamento, esse certificado não tem validade, é apenas um papel inútil.
Confira esse trecho da entrevista clicando aqui.

Até quando os dekasseguis vão continuar sendo enrolados por essas escolas brasileiras que dizem que os seus diplomas valem no Brasil?

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Procura se eletricistas certificados.

Demanda por eletricistas qualificados está aumentando por causa de programas de conservação de energia, segundo o Shizuoka Shinbun.

Alcir Toshio Uezu conseguiu a licença de eletricista , o denki koji shi


Uma matéria que saiu hoje no Shizuoka Shinbun chama a atenção para a demanda de eletricistas certificados, o denki koji shi.
Por causa de programas de conservação de energia do governo existem incentivos para colocar aparelhos de ar condicionado mais eficientes.
Além disso , existe a preocupação com a segurança das instalações elétricas, não é qualquer um que pode mexer nos fios.
No Japão, a profissão de eletricista é regulamentada pela certificação (shikaku) em dois níveis.
O nível 2 , permite a instalação residencial , já o nivel 1 permite obras de maior porte até 500 quilowats.

Um dos poucos brasileiros, se não o único, a ter a licença de eletricista em Hamamatsu é o Alcir Toshio Uezu.
O Alcir trabalhava em fábrica, trocando moldes de injeção de plástico. Ele não via muito futuro nessa atividade, e há 2 anos resolveu estudar para tirar o nível 2 do shikaku.
A prova é realizada uma vez por ano, e consiste de uma prova teórica e uma prática.
Na matéria acima ele explica como conseguiu estudar para passar nas provas usando o tradutor de kanjis Rikaichan incorporado ao Firefox.

Ele tem uma comunidade no Orkut. Quem quiser entrar em contato com ele pode mandar um email também.

A partir de agora vai ser necessário qualificação profissional para quem quiser ter empregos decentes no Japão.

comentei abaixo que está aumentando o número de filipinos no Japão. Eles estão sendo treinados para a qualificação em enfermagem. Já está na hora dos brasileiros terem consciência de que apenas o nihongo não vai ser suficiente para concorrer até com outros estrangeiros mais preparados. Aprendizagem não tem fim.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Rede furada?

¨Pensamento estratégico¨ da Network Nacional dos Brasileiros no Japão, a ¨porta voz¨ dos dekasseguis


Uma das coisas mais frustrantes do universo dekassegui é falta de objetivos dos brasileiros no Japão.
O negóciio já começa no chão de fábrica onde ninguém sabe o vai fazer no futuro.
¨Um dia eu volto pro Brasil, mas não sei quando¨ , diz a maioria.

O reflexo não podia deixar de atingir algumas de suas entidades de representação.

Não vou nem falar sobre essa aqui, que na realidade nunca existiu.

Meus comentários são para outra associação.

A NNBJ, Network Nacional dos Brasileiros do Japão nasceu daquele grupo SOS Comunidade que organizou aquela passeata em Tóquio. em janeiro deste ano, ou seja , já começou sobre o holofote da mídia.

No dia 15 de fevereiro, foi realizado uma reunião na Embaixada do Brasil em Tóquio que oficializou a entidade, que teve o aval da chancelaria brasileira que a reconheceu como a representante dos brasileiros no Japão.

Essa NNBJ teria uma excelente oportunidade de mostrar o seu trabalho durante a Segunda Conferência das Comunidades Brasileiras no Exterior, que foi realizada nos dias 15 e 16 de outubro no Rio de Janeiro.

Mas na página da Confefência, apenas a NPO da Irmã Mori, o Sabjá, apresentou formalmente contribuição , em forma de relatório, dos problemas dos dekasseguis brasileiros no Japão.

Inclusive a própria irmã Yoshiko Mori esteve presente na conferência, e ela não faz parte da NNBJ.

Apesar do empenho do prof Carlos Shinoda na conferência em reinvidicar melhorias para a educação no Japão, faltou um documento em nome da entidade que quer ser a representante dos brasileiros.

A falta de um relatório escrito da NNBJ dos problemas e propostas para essa conferência, destoa do trabalho de outras entidades de brasileiros no exterior. Só os Estados Unidos apresentaram 6 contribuições. Os brasileiros na Inglaterra enviaram 5. Duvidam? Confira na página da Conferência, não há nenhum vestígio da Network. Ninguém sabe, ninguém viu.

Se não fosse o relatório da Irmã Mori, os brasileiros no Japão passariam o vexame de não ter nada registrado, afinal palavras ditas o vento leva, as escritas não.

E não foi por falta de reuniões. Aliás , quem já participou de uma reunião da NNBJ já presenciou a falta de objetividade de seus encontros.

Existe um fórum da NNBJ no Google que anda mais atualizado do que a própria home page da entidade.

Comparem com a página do Centro Cultura Brasil USA , a entidade que representa os brasileiros na Flórida, e respondam:

Por que coisas de brasileiro no Japão não vão pra frente?

População brasileira no Japão continua diminuindo. A de filipinos aumentando..

Na semana passada saiu os dados do mês de agosto das entradas e saídas de estrangeiros no Japão elaborado pela Imigração.
Comparado com os números do mês de julho:
Em agosto houve uma diminuição de 2858 brasileiros, menos do que o mês de julho que foi de 5623 pessoas. A população brasileria em agosto está estimada em 262.676.
Das outras nacionalidades houve queda dos chineses (2864).
Os peruanos e indonesios praticamente não tiveram variação.

O destaque vai para os filipinos que tiveram um aumento de 3308 pessoas, com a sua população chegando a 218.658
Os vietnamitas aumentaram em 200 pessoas e os tailandeses em 501 pessoas.

O cálculo considera os estrangeiros com vistos de permanência, ou seja , não considera os vistos de turista.

Se a tendência continuar, no verão do ano que vem, a populacão filipina vai ultrapassar a brasileira.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Se tiver trabalho,os brasileiros ficam.Então bye bye Japão

¨Se tiver trabalho, eu ficaria¨ desabafa Marcio Kunio Sakae, 6 anos de Japão

Seis mil brasileiros já foram embora de Shizuoka


O Jornal Shizuoka publicou na edição de hoje um balanço de um ano da crise.
Segundo dados oficiais, cerca de 6 mil brasileiros já sairam da província, a maioria voltou pro Brasil, outros foram para outros lugares do Japão.

As cidades de Kosai, e Makinohara que dependem da indústria automobilística, (leia Suzuki) já perderam 20% de sua população brasileira.

Só em Hamamatsu 2700 brasileiros já sairam da cidade.

São números oficiais, mas especula-se que o número de brasileiros que já foram embora é muito maior, já que muitos foram com o visto de re-entrada.

O jornal entrevistou o brasileiro Marcio K. Sakae, de 35 anos. Ele vai embora com a ajuda do retorno depos de 6 anos de Japão.

Só na província de Shizuoka, cerca de 1900 famílias estrangeiras solicitaram a ajuda do retorno. Se contar com a média de 2 pessoas por fámilia, seriam quase 4000 pessoas usando a ajuda.
Ou seja quem está indo embora de Shizuoka vai com uma mão na frente e 300 mil ienes esperando lá no Brasil.

domingo, 1 de novembro de 2009

Falta mão de obra na Toyota?



Uma nota que saiu na agência Kyodo e publicada nesse site em inglês me deixou intrigado.

A Toyota vai colocar todos os 900 ex-estudantes que entraram nesse ano na emprêsa pra trabalhar como operarios. Normalmente ele são recrutados nas melhores universidades japonesas para atuarem nos escritórios.

Os recém formados serão enviados ás fábricas da montadora em Aichi para cobrir a falta de mão de obra por causa da demanda do carro hibrido Prius;

Segundo a nota, a Toyota decidiu botar os novos funcionários no ¨guemba¨ para não contratar funcionarios temporarios pois não tem certeza de que a venda de carros ecológicos vai ter continuidade.

Foi a primeira vez desde 1990 que a Toyota botou os ¨shin nyu shain¨ pra trabalhar no chão da fábrica.

Nem a maior montadora do Japão está sentindo firmeza nesse negócio de carro hibrido.

E cadê a promessa do Hatoyama de criar 100 mil empregos?

O futuro do Japão tá nebuloso. É melhor consultar uma cartomante ou um quiromante pra pedir conselhos. Se você não tiver dinheiro, pode apelar para essa solução. Quem sabe não inicia uma nova carreira.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Pequenas Cousas no Leilão.jp, o primeiro Blog-ction do Japão

Veja meus Anuncios!
Cousas bizarras no leilão: as descrições dos produtos complementam os posts do blog


Todo mundo sabe que não existe almoço grátis de boa qualidade. Se você não quiser ter dor de barriga tem que pagar pra comer bem.

Nas mídias tradicionais como televisão, jornais impressos, revistas , e rádios, tem os anunciantes que mantém o negócio funcionando.

No caso da internet , os sites , principamente o de brasileiros no Japão, abusam dos banners que são aqueles logotipos irritantes e sem criatividade que ficam piscando do lado direito. Sem falar naqueles flutuantes que são os que mais enchem o saco.

Como sei que nenhum ¨empresário¨ brasileiro do Japão vai anunciar aqui, resolvi arregaçar as mangas e unir o conteúdo do blog com o comércio eletrônico usando o site Leilao.jp. Vai ser o primeiro Blog-ction (Blog + Auction) do Japão.

Na medida do possível, as mercadorias colocadas em leilão terão relação com os posts. E os preços serão fixos.

No primeiro ítem que coloquei no Leilao.jp é um exemplar das Páginas Amarelas do ano de 1993. Um catálogo de empresas brasileiras no Japão. Foi um projeto editorial de um designer brasileiro que mais tarde montaria um agência de viagens chamada Intertravel.
As Páginas Amarelas na realidade são brancas, e 90% das empresas não existem mais, como a saudosa Varig, a fabricante de videos AIWA, e a cia telefônica ITJ com um anúncio de três páginas com o Zico, bem no ínicio da J-League. Vale como um lembrança dos bons tempos do movimento dekassegui.

No segundo ítem, a revista Newsweek com um belo perfil de Edson Tamada, dono da IBFOX , um pouco antes da concordata. Pra provar que nem publicações sérias estão a salvo de escorregões.

Para quem trabalha com educação no Japão, um livro essencial é o ¨Desafio Educacional Japonês¨ da americana Merry White. Para quem quer entender como funciona a cabeça do japonês e a sua obsessão pela uniformidade. Na minha opinião é leitura obrigatória para as aulas de Japanologia do curso de Pedagogia da UFMT/Tokai.

A edição especial da Folha de Londrina sobre os 85 da imigração, que foi comentado nesse post
também está a venda. O tablóide está meio gasto, mas é uma raridade, e mostra ¨empresários¨ dekasseguis no seu início. Serve pra dar de presente ou para mandar botar fogo e esquecer o passado.
O preço é meio salgado, mas como disse Jorge Luis Borges:
"No passado cometi o maior pecado que um homem pode cometer: não fui feliz. .

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Japão: a opção pela estagnação harmoniosa

Alguém já disse que, ¨quem não tem visão histórica do passado tem visão histérica do futuro¨.
Já definiram um conservador como alguém que não quer uma revolução.
Isso reflete a sociedade japonesa atual.

Guy Sorman, o autor do livro ¨A economia não mente¨ escreveu um artigo comentando o futuro do Japão. Segundo ele a estagnação económica é opção dos próprios ... japoneses.

Com um setor varejista composto de pequena lojas que empregam um grande número de trabalhadores não especializados, a produtividade é 25% inferior à da Europa.Culpa do protecionismo que não permite grandes competidores.

Sorman também critica a redução da jornada de trabalho em 1993 que passou de 44 para 40 horas semanais.

O autor, que é francês, é partidário do neo liberalismo, defendeu as privatizações dos correios na era Koizumi dizendo que a desregulamentação geraria mais emprego.

Como todos sabem, o Hatoyama brecou a privatização dos correios, ele segue uma clara política anti liberal, ou seja o governo vai ser o motor do crescimento.

Mas Sorman questiona se os japoneses estão dispostos a trabalhar pelo crescimento do país

Segundo ele, a estagnação é uma escolha coletiva feita pela maioria.
Quase a metade da população japonesa é de aposentados ou perto disso, eles trabalharam muito e apesar da decadência da ¨década perdida¨ , a renda ainda continua alta. O desemprego ainda é baixo em comparação com o ocidente.

Altas taxas de crescimento significam que os empregados façam mais horas extras, e demandaria grandes quantidades de imigrantes estrangeiros. Em um país avesso a intromissão estrangeira e hábitos estranhos, estariam os japoneses dispostos a aceitar tal solução?

A maioria dos japoneses de meia idade pra cima está satisfeita com o Japão que construíram.
Estariam dispostos a aceitar o declinio para se manterem verdadeiramente japoneses.

O problema, segundo Sorman, é até quando o Japão pode sustentar o que ele chama de ¨estagnação harmoniosa¨.

Os jovens nesse ambiente serão os mais prejudicados, não vão ter trabalhos estáveis. Eles sabem que terão piores condições de emprego do que seus pais.

Ele finaliza o seu artigo , que pode ser lido numa tradução em português, com a descrição de Ernest Hemingway do empobrecimento de um homem: ¨ Aos poucos, e, então, de repente¨, dando a entender o que vai acontecer com o Japão.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Pequenas emprêsas, grandes negociatas - caso Nipomed

Em 1998, cerca de 3 mil dekasseguis cairam no conto da franquia.

Quem estava aqui no Japão no meio do ano de 1998 ainda deve lembrar do aparecimento de um negócio que prometia a independência financeira dos que trampavam nas fábricas.
Um ex-feirante muito esperto veio do Brasil e resolveu vender franquias de um plano de saúde para brasileiros. Até ai não tinha nada de mais. O problema era o sistema de vendas que se baseava no esquema de pirâmide , onde o topo, que ele chamava de MasterRegional comandava o nível de baixo que levava o sugestivo nome de Kaisha.
Mas pra entrar no negócio , o interessado pagava cerca de 4 mil dólares, quem quisesse ser um Master entrava com 40 mil dolares ou mais.

Mas o que chamava a atenção era o modo de abordar os brasileiros. Muita gente foi convidada pra jantar de graça por seus vendedores para ficar ouvindo a conversa de que o negócio era infalível. Usando técnicas de lavagem cerebral , grandes reuniões realizavam os ¨Grandes Encontros da Prosperidade¨ .
Num desses encontros, o ¨presidente¨, como ele era chamado, gritava como se fosse um pregador religioso se dirigindo ao seus féis ávidos pela salvação: ¨Não aceito que o nikkei seja um derrotado na fábrica, ele será um vencedor , se juntar a nós¨ dizia ele ,com um fundo musical estilo gospel e o seu rosto ampliado por um telão.

Os franqueados Masters, que eram os que ganhavam mais, subiam ao palco e choravam quando falavam com o ¨presidente¨, como se ele fosse o profeta da terra prometida.

Até a revista Isto é endossou a Nippomed e oferecia o plano aos seus assinantes.

Naquela época o Japão enfrentava uma crise, não tão brava como a de hoje, mas pela primeira vez se ouvia casos de brasileiros morando debaixo da ponte. O ¨presidente¨ até resgatou alguns deles e usou isso como propaganda pro seu plano de saúde.

Mais de 3 mil brasileiros cairam na lábia do ¨presidente¨ e de seus vendedores. O Banco do Brasil ficava espantado com o volume de retirada das poupanças. Conforme relata essa tese de mestrado que foi escrita por um ex-dekassegui que virou pesquisador.

Aliás esse pesquisador foi ameaçado e quase sofreu violência física em uma reunião da Nipomed por tirar fotos e gravar em vídeo a palestra do ¨presidente¨.

Algo já dizia que o negócio era meio suspeito e podia dar problema.

Um forista de um site, que naquela época tinha credibilidade, chegou a postar um recibo de remessa de pagamento para a Nipomed. O dinheiro era enviado por um banco brasileiro no Japão (que já fechou as portas) para o Uruguai, um paraíso fiscal.

Depois pouco a pouco os 22 escritórios da Nipomed no Japão começaram a fechar as portas deixando os ¨franqueados¨ na mão.

A imprensa dekassegui do Japão se omitiu totalmente. Um jornal que ja não existe mais, tinha a Nipomed como um dos seus melhores anunciantes. Outros jornais preferiram o silêncio.
O único a se manifestar foi o cônsul geral de Tóquio Fernando Guimarâes Reis, marido da Maria Edileuza Fontenele Reis que já tinha intemediado outro fiasco, que sem citar o nome do ¨presidente¨, pediu para os brasileiros tomarem cuidado com emprêsas que não são sérias.

Muito gente que não trabalhava na fábrica também entrou nesse barco.
Teve até um jogador de futebol do Júblio Iwata que caiu na jogada da Nipomed. Já adianto que não foi o Dunga, pois ele entende de negócios, mais do que de futebol.

Alguns brasileiros tinham lojas e outros negócios, e viram nisso um modo fácil de ganhar dinheiro. Muitos já sabiam que a pirâmide ia desmontar. Alguns não aguentaram e até morreram de ataque cardíaco.

O governo brasileiro realizou uma CPI para investigar os planos de saúde onde o ¨presidente¨ foi convocado.

Apenas 16 franqueados denunciaram a empresa por estelionato e lavagem de dinheiro , e até agora o processo não foi concluido.

Um ex-diretor da Nipomed chegou a ser encontrado , morto, boiando nas águas do rio Tietê, em São Paulo.

Até peruanos foram enganados, e procuram os responsáveis pelo maior conto do vigário aplicado nos brasilerios no Japão.

Quem estava lá embaixo da piramide nunca recuperou o dinheiro. Já os que estavam lá em cima conseguiram se safar e montaram outros negócios, aqui ou no Brasil.

Até hoje , o ¨presidente¨, ex-feirante de tomate, continua livre ,leve e solto

domingo, 25 de outubro de 2009

Japonya Türkleri : Turcos no Japão, mais de cem anos de história.

O turco Harum, da Capadócia para Hamamatsu: Kebabs no Zaza City,

Muita gente acha que os coreanos eram os mais antigos estrangeiros que se estabeleceram no Japão. Em 1910, a Coreia, que era um país único ,foi anexado ao então Grande Império do Japão. Milhares de coreanos sofreram a humilhação de terem que trabalhar como escravos aqui. Depois da guerra, a Coreia voltou a ser independente, mas uma guerra interna provocou a sua divisão que dura até hoje. Os coreanos, conhecidos por chousenjins, que estavam no Japão preferiram ficar por aqui mesmo.

Eis que descubro que já existiam outros estrangeiros aqui , asiáticos, mas da raça branca.

Em 1890, um navio do então império otomano, voltava de Tóquio para Istambul, levando de volta para casa uma delegação diplomática e 609 marinheiros. Era o início da era Meiji, e Japão queria se abrir para o mundo. A fragata não conseguiu vencer um tufão e afunda nas costas de Wakayama em Kushimoto. Morreram 500 tripulantes. Alguns sobreviventes resolveram ficar no Japão. Foi construído um monumento e um museu no local para lembrar a tragédia. Nesse documentário, descendentes desses turcos dão depoimento.

Na realidade existem muitos povos que falam a língua turca e não são necessariamente turcos, assim como existem falantes do inglês que não são americanos.
Nessa colcha de retalhos , no início do século 20 começaram a chegar na China, imigrantes tártaros que vieram da Ásia Central, onde hoje é a Rússia. A partir da década de 30, eles começaram a chegar nas grandes cidades japonesas.
E não era pra trabalhar em fábricas ou minas, eles vinham para serem mascates e mercadores de tecidos e roupas.

Os tártaros, que falam turco, construíram escolas que não ensinavam apenas a própria língua, mas russo e inglês e seguiam todo o currículo japonês. Um lição pra nós brasileiros.

A comunidade prosperou e chegou a construir uma mesquita em Tóquio. Mas eram um povo sem pátria, não tinham a cidadania turca nem a japonesa. Durante a segunda guerra não podiam sair do país e tiveram que permanecer aqui.

Mas com a rendição do Japão e o fim da guerra, os tártaros que dominavam o inglês e o japonês , pois tinham um nível educacional mais alto do que a média japonesa da época por causa das suas escolas, conseguiram os melhores empregos disponíveis que eram o de trabalhar para as forças de ocupação americana.

Isso abriu as portas para outros trabalhos, como atores, artistas e desportistas. O lutador Yosuf Toruko foi um deles. Ele foi o mestre do então desconhecido Antonio Inoki.

Durante a guerra da Coreia, a Turquia mandou tropas para a península coreana. Muitos militares feridos foram mandados para hospitais em Kobe e Tóquo. A comunidade tártara dessas cidades ajudou os soldados com comida e apoio. O governo da Turquia em gratidão ofereceu a cidadania turca. Agora eles já tinham um passaporte e podiam sair do país. A maioria re-imigrou para os EUA e outros países. Dos milhares de turcos-tártaros daquela época restaram atualmente apenas 30 famílias no Japão.

Hoje os turcos, da Turquia mesmo , são cerca de 10 mil que estão aqui, a grande maioria trabalha no comércio e na fabricação de tapetes.

Alguns deles podem ser vistos em barracas e lanchonetes de donner kebabs, o churrasco assado no espeto giratório.

Harum é um deles, veio da Capadócia, é gerente de uma loja especializada em kebabs em Hamamatsu.
O local é pequeno, mas é limpo e não lembra nada dos bagunçados e sujos restaurantes brasileiros da cidade.

Se você estiver em Hamamatsu e não quiser passar mal comendo em lugares suspeitos, eu recomendo o Kebab Big Pita de frango do Harum, vem num pão sírio inteiro.
Nos fins de semana tem shows de música ao vivo na praça do Zaza city que fica em frente.
O Harum chegou a contratar brasileiros para trabalhar na sua lanchonete.

Que o exemplo dos turcos sirva de inspiração pros brasileiros que ainda não sabem o que fazer aqui no Japão.

sábado, 24 de outubro de 2009

Pequenas emprêsas, grandes negociatas - caso Intertravel

Dizem que o brasileiro tem memória curta. Se for brasileiro dekassegui então, a memória é nanoscópica.
A pedidos vou inaugurar uma nova seção para que os ¨grandes empresários¨ brasileiros do Japão não caiam no esquecimento. Que o seus ¨legados¨ sejam transmitido às futuras gerações e que sirvam de exemplos para serem dissecados e estudados como espécies exóticas.

O primeiro caso é o da Intertravel. Uma agência de passagens para brasileiros surgida no meio da década de 90.

O preço de suas passagens era mais barato do que de outras agências. Resultado: Centenas de brasileiros por semama procuravam os seus bilhetes. A concorrência não conseguia entender como a Intertravel conseguia tarifas tão baratas. Em um mercado onde o preço era praticamente tabelado pelas cias aéreas, ela vendia praticamente abaixo do custo.

Mas os brasileiros não queriam saber, corriam atrás de passagens baratas.
Até que um dia, a bomba estourou. Clientes foram comunicados que a agência não poderia entregar os bilhetes, mesmo daqueles que tinham pago o valor integral.

O seu dono, deu várias desculpas, e não devolveu o dinheiro dos clientes, e eram centenas.
Boatos da época diziam que ele pegava o dinheiro e aplicava no mercado acionário para ter um lucro e depois pagava os seus fornecedores. Numa dessas aplicações ele teria feito algumas trapalhadas financeiras e perdido dinheiro.

O rolo foi tão grande que até o Consulado de Tóquio entrou no meio.
A então Conselheira Maria Edileuza Fontenele Reis tentou intermediar com o proprietário da Intertravel um acordo para parcelar a devolução do dinheiro aos brasileiros que não conseguiram viajar.

No fim, a agência fechou as portas. O dono brasileiro não pagou e sumiu. E a bizarra intemediação do Consulado, que não resolveu nada, ficou conhecida como a primeira vez que um diplomata brasileiro no Japão tentou intervir em assuntos privados civis. Tarefa que caberia a um juiz japonês.

Depois de quase 15 anos, eis que encontramos o atrapalhado ex-dono da Intertravel no Japão mesmo.
Agora com uma nova emprêsa. Ele aprendeu a lição e não mexe com dekasseguis. No seu currículo , os tempos de Intertravel obviamente foram apagados.

Sua nova atividade é assessorar empresários japoneses que querem investir no Brasil, uma coisa que está na moda no Japão. Chegou a levar alguns pessoalmente para Santo André.

Para os clientes da Intertravel que nunca viram a côr do dinheiro, tem uma notícia que pode servir de consolo.

Aqui no Japão ele não pode ser preso, mas se ele botar os pés no Brasil, vai ver o sol nascer quadrado por causa dessa dívida de R$185.972,96.

Quem disse que justiça brasileira não funciona?