Revista Veja abril 1980. Charge do Millor.
quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010
Quem é Francisco Freitas?
A resposta, escrita por outro ¨bloqueiro¨
O link do artigo sobre o Koizumi no ¨Vermelho¨ foi apagado, mas pode ser lido aqui.
O link do artigo sobre o Koizumi no ¨Vermelho¨ foi apagado, mas pode ser lido aqui.
terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
Caso Rodolfo Roque Chaves: A assassina vai ficar livre.
Rodolfo Roque Chaves, o Chuchu, foi assassinado por sua mulher Fredeiglânia Lopes Chaves no dia 7 de junho de 2008: Sem descanso eterno
Falando de Kosai, um crime ocorrido na cidade envolvendo brasileiros ainda não tem solução e provavelmente os seus responsáveis nunca serão punidos.
No dia 7 de junho de 2008, Rodofo Roque Chaves foi assassinado pela sua mulher Fredeiglânia Lopes Chaves em um apartamento de Hamamatsu. Rodolfo ainda vivo, foi levado a um bosque de Kosai onde foi abandonado. Fredeiglânia , e seu amante Mauro Yamashita fugiram pro Brasil no dia 12 de junho. O corpo do brasileiro só foi descoberto dois dias depois da fuga. Mas aí já era tarde para prender a assassina.
Quem pagou o pato foi a brasileira, inquilina do apartamento onde ocorreu o crime. Ela ajudou o casal fugitivo a esconder o corpo. Já foi julgada e teve a sua pena suspensa e segue a sua vida normalmente trabalhanndo no Japão.
O casal chegou a ser interrogado pela polícia no Brasil, mas não foram presos porque formalmente não existe acusação. A polícia brasileira aguarda a chegada do processo do Japão, o dairishobatsu.
Se depender dos documentos do Japão, Fredeiglânia e seu amante Mauro nunca serão presos e poderão levar a vida tranquilamente como se nada tivesse acontecido.
O motivo: A polícia de Shizuoka não vai elaborar a tradução do inquérito criminal. Passo necessário para encaminhar o processo ao Brasil. Ou seja, nesse caso não haverá o dairishobatsu As razões são várias ,indo desde o alto custo para traduzir o processo (cerca de 10 milhões de ienes) , a ausência dos familiares da vítima no Japão para fazer pressão e a total falta de coordenação entre as polícias brasileira e japonesa.
Duvida? Entre em contato com a delegacia de Arai e fale diretamente com o delegado.
Não deve ser a tõa que o apartamento onde morreu o Rodolfo seja mal assombrado. Se você tiver algum conhecido que more no apartamento 201 do Kopo Nishi Iba 1 peça pra benzer o apato.
Preso motorista do atropelamento de Kosai
Alexandre mostra o braço quebrado: motorista parou mas não ajudou
O suspeito de atropelar os irmãos Alexandre e Adriano Takakura foi preso hoje de madrugada. É o japonês Osamu Kamo, de 56 anos que mora em Hamamatsu no bairro de Yuto cho.
Alexandre e seu irmão, esperaram abrir o semáforo e atravessavam a faixa de pedestres quando o caminhão dirigido pelo Osamu fez a curva sem parar.
O caminhão só encostou 20 metros adiante e motorista trocou algumas palavras com os brasileiros e ajudou a remover Adriano ,que fraturou a bacia, pra calçada.
Mas inexplicavelmente o motorista entrou no caminhão e foi embora, nem chamou a ambulância, que foi providenciado pelo tantosha da empreiteira Yasuzu Kogyo onde os irmão trabalham.
Alexandre conseguiu anotar a placa do caminhão , e no mesmo dia, a polícia batia na porta da emprêsa onde o japonês trabalha. Alexandre foi junto e reconheceu o caminhão e identificou o motorista que nem pediu desculpas nem reconheceu o delito, Aliás nem olhou na cara do brasileiro.
Será que o japonês foi embora pelo simples fato das vítimas serem brasileiras? Essa é pergunta que não quer calar.
Eu pretendo bater na porta da casa do senhor Osamu pra perguntar isso.
P.S. Ao contrário do que diz o site de fofocas, o japonês continua preso e vai ficar pelo menos 10 dias de molho.
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
Brasileiros são atropelados em Kosai por caminhão. Motorista foge.
Os brasileiros atravessavam essa rua quando um caminhão na rota 173 veio no sentido Shirasuka e entrou na rota 3 sentido contrário à estação de Washizu.
O motorista do caminhão nem parou e fugiu na quase escuridão do início da manhã.
Os brasileiros foram levados para o hospital e felizmente não correm nenhum risco.
A polícia está atrás de alguma pista do fugitivo que não se sabe se é japonês ou brasileiro.
Kosai é a cidade onde ocorreu outro atropelamento que virou caso internacional, o da Patricia Fujimoto, que por sinal aconteceu a três quadras do acidente de hoje.
Em dezembro aconteceu um atropelamento em Iwata onde o japonês Hiroyuki Suzuki veio a falecer. Nesse caso também o atropelador fugiu e até hoje não se sabe quem foi.
TV Brasil Internacional planeja sua entrada no Japão e pede opiniões.
No final de 2007 foi criada pelo governo brasileiro a TV Brasil, uma espécie de BBC ou NHK , ou seja ,uma emissora de televisão mantida com fundos públicos do país. O que existia então eram as tvs educativas mantidas pelos estados, a Radiobras, e a NBR que transmitia os atos do governo, uma espécie de ¨Voz do Brasil na TV¨
Os críticos da TV Brasil erroneamente a chamam de ¨Tv do Lula¨ , mas vendo a sua grade de programação percebe-se a alta qualidade de seus programas, como o Roda Viva, produzido pela TV Cultura de São Paulo, o Conexão Roberto D Avila, antigo Conexão Internacional que passava pela finada Manchete,
Se fosse a ¨TV do Lula¨ só passaria jogos de futebol, ou os seus discursos meio demagógicos, mas na sua programaçãonão tem nada de esportes, só entra jornalismo, documenários, cultura,música e programas infanto juvenis, e tem esportes sim, mas graças a Deus sem galvões buenos.
No seu principal programa jornalístico, o Repórter Brasil, matérias como essa do ano do tigre no bairro da Liberdade com direito a batucada da Gaviões em São Paulo se seguem a essa sobre a publicidade online no Brasil. e chegam a essa sobre as universidade mais procuradas no Enen. Não é um jornalismo chapa branca e chega a ser até melhor do que a das emissoras ditas líderes de audiência.
Agora a TV Brasil está criando o seu canal internacional cuja diretora é a jornalista Marilena Chiarelli, que já foi correspondente da Globo nos Estados Unidos. Ela aparecia muito na telinha na época do Collor.
Eu recebi um email da sua assessoria que está pedindo sugestões e opiniões dos brasileiros no Japão sobre o canal internacional da Tv Brasil que planeja transmitir para a terra japônica. A idéia surgiu no ano passado durante a Conferência dos Brasileiros no Exterior.
A minha sugestão é que a TV Brasil faça uma parceria com a NHK, a emissora pública japonesa e coloque jornalistas brasileiros em suas redações para que os seus noticiarios seja levados aos brasileiros de todas as partes do mundo.
Eu sugeri também que os programas sejam legendados em japonês. Já que muitos brasileiros nem mais falam português, principalmenete os jovens que nasceram ou foram criados aqui.Sem falar que as legendas vão atrair os próprios japoneses que tem interesse na cultura brasileira verdadeira.
P.S. Resposta ao comentário do Insider.
Independente de ser uma tv criada por petistas, não se deve confundir as bolas, como essa polêmica feita pelo governador Serra que é da oposição , que se queixou sobre a cobertura da falta de água feita pela TV Brasil.
Quer dizer então que nenhuma outra emissora cutucou a SABESP?
Eu não vejo a hora da TV Brasil chegar aqui no Japão.
A enquete está abaixo.
ENQUETE SOBRE UMA TELEVISÃO PÚBLICA BRASILEIRA NO JAPÃO
Envie para:
Daniela Araújo
daniela.araujo@ebc.com.br e
Phydias Barbosa
phidias.filho@ebc.com.br
1) O QUE VOCÊ E SUA FAMÍLIA GOSTARIAM DE ASSISTIR NA TV BRASIL? (envie suas sugestões, até 10 linhas, por favor)
2) QUAIS GÊNEROS DE PROGRAMAS VOCÊ PREFERE?
Música( ) Artes( ) Cultura( ) Reportagens Especiais( )
Filmes ( ) Documentários( ) Programas Infantis( ) Comportamento(
)
História( ) Jornalismo( ) Teatro( )
Cultos Religiosos( ) Entrevistas( ) Novelas ( ) Entretenimento (
)
3) A QUE HORAS E COM QUE FREQUÊNCIA, NORMALMENTE, VOCÊ ASSISTE TV BRASILEIRA
NO EXTERIOR?
Manhã ( ) Tarde ( ) Noite ( )
Todos os dias ( ) Três vezes por semana ( ) Duas vezes
por semana( )
1 vez por semana ( ) De vez em quando ( ) Nunca( )
4) QUAIS PROGRAMAS VOCÊ MAIS ASSISTE NAS TVS BRASILEIRAS NO EXTERIOR?
5) QUAL SERIA A MELHOR FORMA DE TRANSMISSÃO/RECEPÇÃO EM SUA ÁREA?
DTH (antena via satélite, como DISH e DirectTV ( )
Cabo (Comcast e outras) ( )
IPTV – Via protocolo de Internet ( )
Outra – Informar, por favor ( )
______________________________ __
6)A TV Brasil Internacional gostaria de disponibilizar sua programação
gratuitamente, mas isso não é possível em todos os países. Se tivermos que
cobrar para distribuir nosso sinal, QUE PREÇO VOCÊ ACHARIA RAZOÁVEL?
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Os críticos da TV Brasil erroneamente a chamam de ¨Tv do Lula¨ , mas vendo a sua grade de programação percebe-se a alta qualidade de seus programas, como o Roda Viva, produzido pela TV Cultura de São Paulo, o Conexão Roberto D Avila, antigo Conexão Internacional que passava pela finada Manchete,
Se fosse a ¨TV do Lula¨ só passaria jogos de futebol, ou os seus discursos meio demagógicos, mas na sua programação
No seu principal programa jornalístico, o Repórter Brasil, matérias como essa do ano do tigre no bairro da Liberdade com direito a batucada da Gaviões em São Paulo se seguem a essa sobre a publicidade online no Brasil. e chegam a essa sobre as universidade mais procuradas no Enen. Não é um jornalismo chapa branca e chega a ser até melhor do que a das emissoras ditas líderes de audiência.
Agora a TV Brasil está criando o seu canal internacional cuja diretora é a jornalista Marilena Chiarelli, que já foi correspondente da Globo nos Estados Unidos. Ela aparecia muito na telinha na época do Collor.
Eu recebi um email da sua assessoria que está pedindo sugestões e opiniões dos brasileiros no Japão sobre o canal internacional da Tv Brasil que planeja transmitir para a terra japônica. A idéia surgiu no ano passado durante a Conferência dos Brasileiros no Exterior.
A minha sugestão é que a TV Brasil faça uma parceria com a NHK, a emissora pública japonesa e coloque jornalistas brasileiros em suas redações para que os seus noticiarios seja levados aos brasileiros de todas as partes do mundo.
Eu sugeri também que os programas sejam legendados em japonês. Já que muitos brasileiros nem mais falam português, principalmenete os jovens que nasceram ou foram criados aqui.Sem falar que as legendas vão atrair os próprios japoneses que tem interesse na cultura brasileira verdadeira.
P.S. Resposta ao comentário do Insider.
Independente de ser uma tv criada por petistas, não se deve confundir as bolas, como essa polêmica feita pelo governador Serra que é da oposição , que se queixou sobre a cobertura da falta de água feita pela TV Brasil.
Quer dizer então que nenhuma outra emissora cutucou a SABESP?
Eu não vejo a hora da TV Brasil chegar aqui no Japão.
A enquete está abaixo.
ENQUETE SOBRE UMA TELEVISÃO PÚBLICA BRASILEIRA NO JAPÃO
Envie para:
Daniela Araújo
daniela.araujo@ebc.com.br e
Phydias Barbosa
phidias.filho@ebc.com.br
1) O QUE VOCÊ E SUA FAMÍLIA GOSTARIAM DE ASSISTIR NA TV BRASIL? (envie suas sugestões, até 10 linhas, por favor)
2) QUAIS GÊNEROS DE PROGRAMAS VOCÊ PREFERE?
Música( ) Artes( ) Cultura( ) Reportagens Especiais( )
Filmes ( ) Documentários( ) Programas Infantis( ) Comportamento(
)
História( ) Jornalismo( ) Teatro( )
Cultos Religiosos( ) Entrevistas( ) Novelas ( ) Entretenimento (
)
3) A QUE HORAS E COM QUE FREQUÊNCIA, NORMALMENTE, VOCÊ ASSISTE TV BRASILEIRA
NO EXTERIOR?
Manhã ( ) Tarde ( ) Noite ( )
Todos os dias ( ) Três vezes por semana ( ) Duas vezes
por semana( )
1 vez por semana ( ) De vez em quando ( ) Nunca( )
4) QUAIS PROGRAMAS VOCÊ MAIS ASSISTE NAS TVS BRASILEIRAS NO EXTERIOR?
5) QUAL SERIA A MELHOR FORMA DE TRANSMISSÃO/RECEPÇÃO EM SUA ÁREA?
DTH (antena via satélite, como DISH e DirectTV ( )
Cabo (Comcast e outras) ( )
IPTV – Via protocolo de Internet ( )
Outra – Informar, por favor ( )
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6)A TV Brasil Internacional gostaria de disponibilizar sua programação
gratuitamente, mas isso não é possível em todos os países. Se tivermos que
cobrar para distribuir nosso sinal, QUE PREÇO VOCÊ ACHARIA RAZOÁVEL?
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domingo, 7 de fevereiro de 2010
Cônsul de Hamamatsu mostra ao público a carta enviada pela NNBJ.
E agora companheiro? Quem ri por último...
Ontem na página do consulado de Hamamatsu foi publicada a carta enviada em nome da Network Nacional dos brasileiros escrita pelo ¨sindicalista¨ reclamando da implantação da Casa do Trabalhador. A resposta polida, elegante e direta mostra que o Ministro Embaixador Figueira tem jogo de cintura.
Esse blog já tinha revelado o conteúdo da carta mal criada e mal escrita do ¨sindicaliste¨¨ nesse post. O link da carta de resposta do Cõnsul estava escondido nas entre linhas, nos espaços em branco entre os parágrafos. Quando eu escrever ¨A resposta está nas entrelinhas¨ vocês ja sabem o que eu quero dizer...
Não é só esse blog que acha essa tal Rede meio furada, sem coordenação, sem objetivo nenhum. Agora as suas trapalhadas foram expostas ao público por um orgão oficial.
Freitas é levado para a promotoria de Nagoya
Freitas saindo algemado da promotoria de Nagoya.(jornal Mainichi)
Uma nota do jornal Mainichi mostra o Fabrycio Rocha de Freitas algemado.
Ele foi levado hoje de manhã para a promotoria de Nagoya para prestar o depoimento sobre o acidente que matou 3 pessoas na madrugada do dia 1. Ele alegou que não sabia que tinha causado atropelamento. Agora só falta encontrarem o quarto ocupante do carro, que ainda não se sabe se é homem ou mulher
P.S. já foi encontrado o último fugitivo, Marcos Antonio Tsuno, entrevistado pela IPCTV ele disse que se ficar em liberdade vai continuar trabalhando.
A matéria completa está aqui, reparem nas respostas desse fugitivo.
sábado, 6 de fevereiro de 2010
Brasileiro de Gifu bate em carro da polícia e foge
Jeferson Hayashi teria trombado na traseira do carro da polícia nesse cruzamento da rota 21.
Mais um brasileiro de Gifu aprontando. Desta vez na cidade de Kakamigahara.
Jeferson Hayashi, desempregado, 21 anos, bateu na traseira de uma carro da polícia na madrugada de hoje.
O carro dos policiais estava parado em um cruzamento que estava com sinal vermelho, do bairro de Unuma Mitsuke cho.
Depois da trombada o brasileiro fugiu e só foi encontrado a cerca de 1.4 km. Os policiais sofreram pequenos ferimentos no pescoço. O brasileiro disse que tinha bebido e estava indo para a casa de um amigo.A nota foi publicada no site do Sankei.
Mais um dekassegui irresponsável nas ruas do Japão.
sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010
Procurado o fugitivo do atropelamento de Nagoya, quem encontrar ligue para 0120 827 077
P.S. Atualizado 21h:45m. A polícia de Aichi acaba de prender agora a noite o fugitivo.
Segundo o jornal Mainichi, foi preso em Okazaki.
Ele estaria escondido na casa de um primo.Isso não está escrito em lugar nenhum mas é fonte segura.

FABRYCIO ROCHA DE FREITAS
ロシェ・デ・フレイタス・ファブリシオ
ブラジル国籍、1983年4月21日 生まれ
名古屋市熱田区の国道交差点で男女3人が死亡したひき逃げ事件
nascido em 21 de abril de 1983
na cidade de Araraquara, SP.
altura:1,80 m
peso: 100 kg.
Último endereço: Gifu ken,Minokamo shi,Kamono cho, Takanosu
Tem Perfil no Orkut (mas foi alterado hoje dia 7)
Acusação: Atropelamento seguido de morte de 3 pessoas, ocorrido no dia 1 de fevereiro em Nagoya.
DONO DA:
QUE FOI INAUGURADO COM UM ¨GRANDE CHURRASCO¨ EM 2007:
Brasileiros de Hamamatsu são presos por roubo de ferro velho no valor de 2 mil ienes.
As 78 barras de ferro estavam ao lado de uma estufa de morangos em Hamamatsu (clique na foto para ampliar)
Depois do assalto de 5 mil ienes ao combini feito pelo senhor ¨maduro¨, agora 3 brasileiros ¨verdes¨ resolveram atacar uma estufa de frutas vermelhas e tentaram levar barras de ferro velho avaliadas em 2 mil ienes.
A polícia de Hamamatsu prendeu ontem de manhã, Luiz Fernando Sasaki, 37 anos, Paulo Rodrigues Kauvauchi, 33 anos, e Jo Yukihiro Barbosa Yamaguchi Junior, 24 anos, acusados de roubo de propriedade particular.
Por volta das 10 da manhã de ontem, três brasileiros encostaram um caminhão de 2 toneladas ao lado de uma estufa de morangos localizada no bairro de Isaji cho perto da entrada da rodovia Tomei Hamamatsu Nishi, na rota 65.
Ao lado da estufa tinha 78 barras de ferro, restos de uma outra estufa que foi desmontada.
No início os brasileiros começaram a catar as barras sem pedir autorização e foram advertidos pelo filho do proprietário que estava por perto.
Um dos catadores pediu desculpas ,e a estória poderia acabar ai sem nenhum incidente.
Mas o¨ trio esperou o filho do dono ir embora para tentar encher o caminhão com os ferros.
Aí não teve jeito, ligaram pro 110 e chamaram a polícia.
Hoje fui até a estufa dos morangos , e o dono, um simpático senhor de 56 anos me recebeu dizendo que se os brasileiros tivessem pedido com educação ele até deixaria que eles levassem os ferros.
P.S. Segundo familiares do Luiz Fernando, ele foi convidado pelo dono do caminhão, o Jo Junior, a ajudar na catação do ferro velho a menos de duas semanas, eles moravam no mesmo prédio e se conheceram recentemente.
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
Brasileiro de 58 anos assalta loja do Circle K em Hamamatsu
Roberto Oshiro de 58 anos: Assalto a combini rendeu 5 mil ienes.
Agora a delinquência está chegando aos homens ditos maduros.
Roberto Oshiro , de 58 anos , que trabalhava como padeiro, assaltou uma loja de conveniencia Circle K do bairro de Terajima em Hamamatsu. Foi ontem as 18 horas da noite.
Oshiro ameaçou a gerente com uma faca e levou 5 mil ienes do caixa, não dá nem 50 dólares.
O brasileiro foi preso duas horas depois pela polícia central de Hamamatsu. Ele estava na saída sul da estação de Hamamatsu.
Eu fui pessoalmente na delegacia tentar descobrir porque um velho brasileiro entra pro crime.
Segundo o policial, o tal Roberto Oshiro, que estava desempregado desde dezembro do ano passado, já estava sondando o Circle K a um certo tempo e já despertava desconfiança da gerente, pois ele passava muito tempo na loja, talvez estudando o movimentação.
Ele que justamente roubou na hora de maior movimento.
Depois do atropelamento de Nagoya que nem comentei aqui porque já considero algo até previsível , só faltava essa: A velharada brasileira entrando pro crime no Japão.
Macacos me mordam!
Anúncio de uma escola brasileira de línguas no Japão: Quem domina o nihongo é macaco?
Essas revistas gratuitas agora estão ¨caprichando¨ nas propagandas.
Uma rede de escolas brasileira de idiomas que tem 4 escolas no Japão aprovou esse ¨primor¨ de anúncio.
Deve ter algum washington olivetto escondido entre os dekasseguis querendo se mostrar ao mundo.
Quando vi esse anúncio, logo me veio a mente, aquela rixa que existe nas fábricas entre os nikkeis que dominam a língua japonesa , taxados de ¨puxa sacos dos chefes¨, e os seus colegas que quase não entendem nada do nihongo, esses geralmente sem descendência, os chamados ¨brasileiros puros¨.
Sinceramente, se a finalidade da propaganda era chamar alunos pros seus cursos, essa escola deu um tiro no pé e atingiu a ¨macacada¨ dos brasileiros que já dominam o japonês.
Eu desconheço a qualidade (ou a falta ) dos seus cursos de idiomas, mas usar um apelo tão descarado assim da a impressão de uma falta de seriedade, sem falar em racismo inconsciente.
Mas até que o ¨wizard¨ (assistente) símio ficou bem na foto. Ele me lembra vários tantoshas, um deles inclusive só comia banana no almoço.
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010
O todo poderoso Osamu Suzuki, presidente da Suzuki Motors vai falar em Kosai
Osamu Suzuki, presidente da Suzuki Motors vai falar sobre a fusão da Arai e Kosai
Eu já comentei aqui nesse blog sobre o poderoso Osamu Suzuki, clique aqui para ver.
No post que foi escrito antes da crise estourar, eu recordei sua tese de que a cada 10 anos terminados em 8, acontece alguma coisa que mexe com a indústria de carros e deu exemplos: ¨¨em 78 foi a questão da regulamentação de emissões de poluentes, em 88 a alta do ien , em 98 o ínicio dos carros hibridos¨
Agora em 2008? ¨2008 pode sinalizar o início das fusões entre as montadoras. Ele procurou a Volkswagen A.G. e depois surgiu a maior aliança de montadoras do mundo, maior inclusive do que a Toyota, que agora levou um golpe na sua reputação com os defeitos nos pedais do acelerador.
Osamu além de comandar a sua emprêsa, faz seminários, não sobre a indústria de carros, mas sobre questões envolvendos as cidades e sua população.
No próximo dia 11 de fevereiro a partir das 6 da tarde, no Kosai Shimin Kaikan, ao lado da prefeitura, Osamu vai falar sobre as chances de reforma que podem ocorrer na fusão entre a cidade de Arai cho e a sua vizinha Kosai onde se localiza uma de suas fábricas.
Na último seminário do Osamu que compareci, em 2007, ele arrasou o então prefeito de Hamamatsu Kitawaki que depois não conseguiu se reeleger.
Eu cheguei a perguntar pra ele qual conselho daria para os brasileiros da cidade.
Simplesmente ele me disse na lata ¨Procurem empregos em outras lugares , aqui em Hamamatsu não vai ter emprego para vocês, a cidade está parando¨
Quem seguiu o conselho dele se deu bem.
O seminário é gratuito mas tem que fazer reserva na Câmara de Indústria e Comércio de Kosai pelo telefone 053 576 0637, são 970 cadeiras que provavelmente estarão cheias.
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
Faculdades de fundo de quintal no Japão.querem estudantes brasileiros.
Reprodução: revista Alternativa 28 janeiro 2010.
Angelo Ishi, no seu último artigo na revista Alternativa confirma o que eu disse anteriormente, e responde a minha pergunta;
Segundo ele, fazer uma faculdade não garante um bom emprego. Muito menos uma faculdade menos exigente.
Depois da casa própria, os brasileiros estão caindo em outra ilusão. Muitas faculdades estão facilitando o ingresso para estrangeiros e os brasileiros estão fazendo pesadas dívidas de financiamento escolar para fazer um curso que não vai ter garantia de um bom emprego.
Eu pessoalmente conheço casos de jovens brasileiros que forarm seduzidos por ¨bolsas¨¨ de faculdades de nível baixo , se formararm e não conseguiram o tão almejado emprego em um grande emprêsa. A eles sobraram empregos de carregar caixa de legumes no atacadão.
Aí não teria nada de mais, qualquer emprego honesto é válido.
Mas com a ilusão de que o filho depois de formado entraria numa grande empresa para fazer carreira, muitos pais aceitaram a faculdade que foi oferecida em condições ¨especiais¨ como se fosse um grande ajuda para a educação dos estrangeiros.
Se fosse de graça, o problema é que as tais ¨bolsas de estudo¨ na realidade são emprestimos que tem que ser pagos após a formatura, alguns com juros.
P.S. O Angelo fala de um amigo cujo filho entrou numa faculdade particular e não está conseguindo se formar. Aliás eu o conheço também, mas não é meu amigo. Muito pelo contrário...
domingo, 31 de janeiro de 2010
Soldar é preciso, viver no Japão não é preciso.
Procura-se soldadores dekasseguis do Japão para trabalhar em Pernambuco, paga-se bem.
Quem diria, o mundo dá muitas voltas. Agora empresas do Brasil estão aqui no Japão recrutando trabalhadores por causa da falta de certos profissionais. Vão trabalhar na montagem de plataformas de petróleo. Deve ser a euforia do pré-sal.Um das áreas mais procuradas é o de solda. Um estaleiro de Pernambuco está de olho nos dekasseguis de Toyohashi, onde um estaleiro japones mandou uma grande leva de soldadores pra rua por causa da crise.Veja a notícia veiculada no Diário de Pernambuco.
O salário inicial pode chegar a 1800 reais, pouco mais de mil dólares,
O Estaleiro Altãntico Sul espera contratar 200 , não é erro de digitação, duzentos soldadores dekasseguis com experiência.
Quem tiver interesse nas vagas pode enviar curriculo para os emails abaixo:
marcia.marques@estaleiroatlanticosul.com.br ou karliana.siqueira@estaleiroatlanticosul.com.br Ou pelo telefone: (81) 3311-7248 Mais informações na home page da emprêsa |
sábado, 30 de janeiro de 2010
Tratado da previdência social : Brasil e Japão chegam a um acordo.
A notícia é fresquinha, e coloco aqui em primeira mão:
A poucas horas atrás, em Brasília, o secretário de Políticas de Previdência Social, Helmut Schwarzer, e o diretor para a América do Sul do Ministério das Relações Exteriores do Japão, Masahiro Takasugi, assinaram o texto com as regras técnicas do acordo previdenciário.
A nota está no site do Ministério da Previdência Social do Brasil e pode ser acessada aqui.
O acordo ainda tem que passar pela aprovação dos parlamentos dos dois países, e permite que os dekasseguis que pagaram a aposentadoria no Japão possam usar o tempo de contribuição no Brasil.
Mas quem pediu o reembolso da aposentadoria quando deixou o Japão não terá direito a somar o tempo de contribuição.Segundo a nota, quem já está no Brasil e contribuiu no Japão vai poder se benefciar, desde que não tenha pedido o reembolso.
Ou seja, quem caiu na conversa de assessorias que ajudava a reembolsar a aposentadoria japonesa dançou bonito;
Na próxima segunda feira, dia primeiro, a comissão vai definir a operacionalização do acordo previdenciario.
A poucas horas atrás, em Brasília, o secretário de Políticas de Previdência Social, Helmut Schwarzer, e o diretor para a América do Sul do Ministério das Relações Exteriores do Japão, Masahiro Takasugi, assinaram o texto com as regras técnicas do acordo previdenciário.
A nota está no site do Ministério da Previdência Social do Brasil e pode ser acessada aqui.
O acordo ainda tem que passar pela aprovação dos parlamentos dos dois países, e permite que os dekasseguis que pagaram a aposentadoria no Japão possam usar o tempo de contribuição no Brasil.
Mas quem pediu o reembolso da aposentadoria quando deixou o Japão não terá direito a somar o tempo de contribuição.Segundo a nota, quem já está no Brasil e contribuiu no Japão vai poder se benefciar, desde que não tenha pedido o reembolso.
Ou seja, quem caiu na conversa de assessorias que ajudava a reembolsar a aposentadoria japonesa dançou bonito;
Na próxima segunda feira, dia primeiro, a comissão vai definir a operacionalização do acordo previdenciario.
quarta-feira, 27 de janeiro de 2010
Mudanças na lei de imigração do Japão em estudo
Evolução da população brasileira no Japão por tipo de visto: Anexo da nova proposta de lei de imigração, clique na figura para acessar o documento completo.
Na semana passada , houve uma reunião, a quinta rodada , da comissão que pretende reformar as regras para a entrada de estrangeiros no Japão.
O gráfíco acima mostra os números da população dekassegui brasileira nesses 20 anos.
Em 1990 eram 53 mil brasileiros, e apenas 164 tinham visto permanente, em 2008 chegamos a 305 mil, dos quais 110 mil já tinham o visto permanente, mostrando a tendência de ficar (ou se acomodar) no Japão
Em 1996 os portadores do visto de nihonjin no haigushusha, ou o visto de nissei , alcançou o seu pico com 106 mil, e foi decaindo com o tempo chegando a 58 mil em 2008.
Agora a comissão que é composta por membros dos ministérios, agências, e professores universitãrios elaboraram sugestões para novos sistemas de vistos de entrada e estadia de estrangeiros.
Na parte que afeta aos brasileiros, a comissão sugere a exigência da proficiência da língua japonesa, e capacitação profissional, além da existência de um contrato de trabalho , e se tiver filhos, a matrícula em escolas será exigida.
O documento não fala em acabar com os vistos de descedentes e seus cônjuges, mas a concessão do visto vai ser mais rigorosa do que as condições atuais onde até analfabeto em português e sem emprego garantido pode entrar no Japão até pra morar debaixo da ponte, basta ter sobrenome japonês na família.
A comissão quer criar uma nova categoria de visto, inspirado no modêlo australiano e canadaense de pontuação baseado na experiência profissional e domínio da língua.
Espera se assim , na ótica do governo, atrair atrair trabalhadores que querem trabalhar no Japão e não tiveram o privilégio (ou a maldição) de terem nascidos com um ¨título de nobreza¨ (ou pobreza, dependendo do caso) chamado de nikkeijin.
As mudanças ainda vão demorar, mas eu não duvido que elas fiquem prontas antes de vencer o prazo do retorno daqueles que pegaram a ajuda dos 300 mil ienes. Quem pegou essa ajuda e quiser retornar no futuro vai descobrir que o Japão não dá nada de graça.
E não vai adiantar ficar revoltado dizendo que está sendo discriminado, porque qualquer um que mostrar competência vai poder trabalhar no Japão.
terça-feira, 26 de janeiro de 2010
O vovô que veio do Brasil.
Kenichi Konno com 92 anos : Ele vinha ao Japão todos os anos visitar a família dekassegui
Burajiru kara kitta ojiisan ou Um senhor do Brasil visitando brasileiros no Japão é um documentário feito pela diretora Nanako Kurihara e conta a estória do senhor Kenichi Konno que na época da produção tinha 92 anos,e imigrou ao Brasil em 1931 e teve 11 profissões, entre padeiro, professor e agricultor.
Depois de aposentado ele visitava o Japão todos os anos para ver parentes netos e bisnetos que viraram dekasseguis.
Ele é elo de ligação entre os imigrantes japoneses que já se foram e a a sua continuação nos dekasseguis.
A diretora Kurihara, que é formada pela Waseda e tem um doutorado pela New York University, tem vários prêmios em festivais, conseguiu captar a essência do que é ter que sair do seu lugar e ir para outro totalmente diferente, a aflição do imigrante e sua adaptação.
O documentário é legendado em português já foi exibido em várias associações internacionais de províncias e cidades como Yamanashi, Toyokawa, Toyohashi, Nagoya, Hamamatsu, etc.
A próxima exibição está programada para o dia 30 de janeiro em Otsu, Shiga no Kenmin Kouryu Center (Plaza Ohmi) sala 302., a partir das 13:30 com direito a uma conferência com a diretora Nanako Kurihara. O mapa do local pode ser visto aqui. O ingresso custa 500 ienes e é necessário reserva através do email office@ohmi-net.com
A programação das futuras exibições pode ser vista nessa página.
Se alguma escola ou associação internacional se interessar na exibição do documentário , o contato com a produtora pode ser feito via tel 050-1159-9306 , email amky@amky.org , ou website www.amky.org.
O Konno san faleceu no ano passado com 96 anos, e deixou gravado:
¨Viver é fazer coisas com um propósito¨ ¨Felicidade é capacidade de se satisfazer com qualquer coisa¨
Lição que muitos dekasseguis ainda não aprenderam.
Igreja católica de Hamamatsu vai abrir escola brasilera
Padre Osmar da igreja católica de Hamamatsu e o Embaixador Castro Neves: Habemus Escola
Saiu ontem no jornal Chunichi Shinbum, a igreja católica de Hamamatsu vai oficializar o seu espaço de aulas de crianças que estavam fora da escola abrindo uma escola brasileira que vai ser montada ao lado da igreja católica de Hamamatsu que fica no bairro de Tomitsuka.
Segundo o jornal, serão 50 vagas para as classes do primeiro ao quarto ano.
Mais informações na igreja católica São Francisco Xavier de Hamamatsu, tel 053-474-1975
Até que enfim a igreja resolveu montar a sua escola, coisa que ela sabe fazer muito bem no Brasil e que estranhamente nunca se preocupou em fazer aqui no Japão até agora.
segunda-feira, 25 de janeiro de 2010
Aumenta o número de brasileiros que deixam o Japão em novembro
Saiu hoje os dados das saída e entradas dos estrangeiros do Japão compilado pela Imigração.
Em novembro de 2009 houve uma diminuição de 3084 brasileiros, em outubro o saldo negativo era de 2651 pessoas. Agora a estimativa da população brasileira é de 252 862 pessoas.
Em novembro de 2009 houve uma diminuição de 3084 brasileiros, em outubro o saldo negativo era de 2651 pessoas. Agora a estimativa da população brasileira é de 252 862 pessoas.
A sangria de brasileiros não para e pode aumentar nos próximos meses com o fim da ajuda do retorno prevista para março.
Os filipinos tiveram um aumento de 1979 pessoas, revertendo a diminuição de 579 pessoas de outubro, agora eles são 220.472 e logo em menos de 6 meses , se continuar esse ritmo , vão ultrapassar a população brasileira.
Os filipinos tiveram um aumento de 1979 pessoas, revertendo a diminuição de 579 pessoas de outubro, agora eles são 220.472 e logo em menos de 6 meses , se continuar esse ritmo , vão ultrapassar a população brasileira.
O cálculo é feito pela subtração da quantidade de entradas e saídas de estrangeiros, não considerando os vistos de turista.
Os chineses continuam a aumentar, agora são 3.300pessoas a mais em relação a setembro.
Os indonésios e os vietnamitas também estão aumentando na ordem de algumas centenas.
No número de peruanos houve uma queda de 445.
domingo, 24 de janeiro de 2010
Livro sobre criminalidade brasileira no Japão:
Advogado dekassegui quer escrever livro baseado em recortes de jornal, foto reprodução Portal webnews.com
Mario Massaru Tokairin, é paranaense criado em Londrina, tocava zabumba ou outros instrumentos de nomes menos indecentes na fanfarra do Colégio dos padres maristas. Foi juíz de direito no Mato Grosso quando foi ameaçado por posseiros, traficantes e fazendeiros , chegou a levar um tiro. Em vez de enfrentar os bandidos resolveu ser dekassegui no Japão em 1990.
No Japão trabalhou em fábricas, foi editor de publicações brasileira e tantosha. Hoje mora em Gunma onde é professor.
Agora resolveu enfrentar a bandidagem, só que do jeito mais fácil, escrevendo sobre ela, mas bem longe dela.
Segundo essa nota no portal Web News. ele pretende escrever um livro sobre a criminalidade brasileira no Japão usando como fonte os recortes de jornais. Um dos casos abordados será a chacina de Yaizu.
Eu coloquei um post lá dizendo que isso não deixa de ser jornalismo preguiçoso. E parcial. Afinal nem todos os detalhes foram publicados na época, muito menos na imprensa dekassegui que provavelmente é sua fonte.
Eu recomendo ao autor do livro tirar a bunda de Gunma,pegar um avião e entrevistar os ¨criminosos¨ que estão soltos no Brasil, se ele quiser que a sua obra tenha alguma credibilidade. Eu dou todos os endereços e contatos dos supostos meliantes.
Quem já levou tiro de jagunço não deve ter medo de alguns ¨bandidinhos¨
P.S. Parece que o Dr. Massaru não deve ser muito diferente do ¨sindicalista¨ que não gosta de ouvir umas verdades. Ô Nanashi: vai lá no portal webnews e elogia o livro do Dr. Masaru senão ele vai ter um troço.
quarta-feira, 20 de janeiro de 2010
Documentário sobre Zilda Arns
Dorrit Harazim foi editora da revista Veja e escreve atualmente para a revista piauí (com í minúsculo mesmo)
Foi diretora e roteirista do documentário Travessia da Vida sobre a Dra. Zilda Arns que morreu no terremoto do Haiti. Dorrit é um dos raros exemplos de jornalistas da imprensa escrita que se saem bem no traiçoieiro mundo das imagems em movimento. Sem usar narração, apenas com o depoimento da Dra. Zilda e das pessoas em sua volta, a diretora consegue traçar o perfil humano da fundadora da Pastoral da Criança.
sexta-feira, 15 de janeiro de 2010
Fim da ajuda do retorno confirmada
Panfleto sobre o fim da ajuda do retorno, clique para aumentar
Agora não tem choro. A famosa ajuda do retorno que paga 300 mil ienes pro chefe da família e 200 mil para os dependentes já tem data pra acabar.
O setor de empregos para estrangeiro do Ministério do Bem Estar, Saúde e Trabalho do Japão está avisando que os Hello Works só vão aceitar o pedido da ajuda até o dia 26 de fevereiro 5 de março de 2010.
Os pedidos serão processados e o dinheiro liberado durante o mês de março, porque de abril não pode passar, já que é o início do novo ano fiscal.
Mais informações, ligue pro ministério do trabalho no telefone 03-3502-6273.
Quem quer pegar o dinheiro , corra antes que seja tarde.
P.S. Quem era contrário à ajuda do retorno deve estar contente, como certas ¨lideranças¨ da comunidade.
Mas parece que eles estão mais preocupado com os ¨lavorati stranieri¨ da Itália do que com os dekasseguis do Japão. Coitado do Berlusconi e seus ¨astecas¨. Já não bastasse perder uns dentes em uma briga doméstica agora já tem inimigos ¨brasilianis¨ no Japão.
quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
Denúncia contra agências picaretas que enviam dekasseguis para o Japão
Ministério Público Federal de SP instaurou um inquérito pra investigar as agências de envio de dekasseguis, a íntegra da medida está no Diário Oficial.
Hoje a Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão de São Paulo instaurou um inquérito civil público para investigar a situação dos dekasseguis que foram recrutados no Brasil através de falsas promessas de emprego feitas por agências do estado de São Paulo e do Paraná. O inquérito é o primeiro passo para , se for comprovado as acusações, propor uma acão cívil pública para punir os culpados, no casos as agências ou empreiteiras que enganam os brasileiros que vêm para o Japão com contratos de trabalho inexistentes, descontos não combnados. etc.
.
Como a Procuradoria faz parte do Ministério Público Federal lá do Brasil, as agências ou empreiteiras denunciadas tem que ter estar localizada no Brasil.
O procurador responsável pelo inquérido é o Dr. Jefferson Aparecido Dias.
Quem estiver no Japão e quiser denunciar alguma irregularidade na contratação feita no Brasil, pode entra nesse link do do Ministério Público Federal e fazer a deúncia.
O inquérito leva o número 1.34.001.004135/2009-47 e é recomendável constar na denúncia.
Mais informações no email da Procuradoria de Defesa do Cidadão prdc@prsp.mpf.gov.br
ou no endereço CEP 01409-904 Rua Peixoto Gomide,768 São Paulo - SP tel 55-11-3269-5000
A ¨evolução¨ da mídia brasileira no Japão.
Eu não faço questão de aparecer, poucos me conhecem pessoalmente,e este blog marginal não é mencionado por ninguèm.
Pois foi com desconfiança que concordei em conversar com o jornalista Ewerton Tobace que está escrevendo um livro sobre a evolução (sic) da mídia brasileira no Japão. Ele está participando de um concurso literário jornalístico organizado pela Folha de São Paulo, o Folha Memória. Ewerton quer incluir no seu livro, um capítulo sobre esse pequeno blogueiro e me pediu para contar os bastidores de vários posts e que estão relacionados aos brasileiros que cometeram crimes e fugiram pro Brasil.
Depois do Machado de Assis, o meu ídolo é outro Assis, o Chateaubriant. E inspirado nele, eu concordo em contar as minhas miserias, mas tenho uma modesta exigência: a obra terá que começar descrevendo a hipotética estória do Chatô sendo expulso do Brasil pelo Getúlio Vargas em 32, chegando ao Japão e montando um jornal brasileiro.
Quem leu o livro do Fernando Morais, Chatô O rei do Brasil deve se recordar que o Chateaubriant poderia ter sido o primeiro dekassegui brasileiro. Pois foi expulso pela ditadura Vargas e colocado a bordo do Havaí maru com destino a Kobe. A viagem foi abortada. Isso antes da segunda guerra mundial .
A história poderia ter sido mudada, quem sabe teriamos um Chatô sama, o rei do Japão. Esse delírio deixo pro Ewerton Tobace. Que vai ter muita dor de cabeça pra achar alguma evolução na midia brasileira no Japão.
Se ele conseguir vencer o concurso da Folha que, concidência ou não, é patrocinado por uma emprêsa farmacêutica e cumprir a minha exigência, os meus podres serão conhecidos pelo mundo todo.
Sinceramente eu torço pra que ele não ganhe o concurso.
Pois foi com desconfiança que concordei em conversar com o jornalista Ewerton Tobace que está escrevendo um livro sobre a evolução (sic) da mídia brasileira no Japão. Ele está participando de um concurso literário jornalístico organizado pela Folha de São Paulo, o Folha Memória. Ewerton quer incluir no seu livro, um capítulo sobre esse pequeno blogueiro e me pediu para contar os bastidores de vários posts e que estão relacionados aos brasileiros que cometeram crimes e fugiram pro Brasil.
Depois do Machado de Assis, o meu ídolo é outro Assis, o Chateaubriant. E inspirado nele, eu concordo em contar as minhas miserias, mas tenho uma modesta exigência: a obra terá que começar descrevendo a hipotética estória do Chatô sendo expulso do Brasil pelo Getúlio Vargas em 32, chegando ao Japão e montando um jornal brasileiro.
Quem leu o livro do Fernando Morais, Chatô O rei do Brasil deve se recordar que o Chateaubriant poderia ter sido o primeiro dekassegui brasileiro. Pois foi expulso pela ditadura Vargas e colocado a bordo do Havaí maru com destino a Kobe. A viagem foi abortada. Isso antes da segunda guerra mundial .
A história poderia ter sido mudada, quem sabe teriamos um Chatô sama, o rei do Japão. Esse delírio deixo pro Ewerton Tobace. Que vai ter muita dor de cabeça pra achar alguma evolução na midia brasileira no Japão.
Se ele conseguir vencer o concurso da Folha que, concidência ou não, é patrocinado por uma emprêsa farmacêutica e cumprir a minha exigência, os meus podres serão conhecidos pelo mundo todo.
Sinceramente eu torço pra que ele não ganhe o concurso.
quarta-feira, 13 de janeiro de 2010
Casa do Trabalhador Brasileiro no Japão: uma demagogia inútil,cara e meio suspeita.
Brizola e sua cria: Ministro Carlos Luppi quer a Casa do Trabalhador Brasileiro em Hamamatsu. Mas pra que?
Parece que o governo brasileiro, através do Ministério do Trabalho está realmente empenhado em construir a tal Casa do Trabalhador Brasileiro no Japão.
Nas reuniões do conselho nacional de imigração, o braço internacional do ministério, só se fala nisso.
O mesmo lobby que trouxe a CEF e o Consulado pra Hamamatsu, alegando ser a ¨maior¨ cidade brasileira do Japão com seus , agora 15 mil habitantes (já chegou a ter quase 20 mil) , está fazendo outro esforço nos bastidores pra trazer a tal casa pra cidade dos brasileiros.
Já conseguiram convencer o ministro do trabalho Carlos Luppi de que a casa não pode ficar fora de Hamamatsu e tem que tocada por uma NPO (Non Profit Organization)
legalizada e não diretamente pelo consulado.
Seria um belo trabalho de engenharia lobística se os ¨arquitetos conseguissem ocupar os aposentos da casa.
Mas apareceu um pedreiro comunista , o ¨sindicalista¨ alegou que os trabalhadores é que tem que ser os inquilinos da casa e foi atrás da posse do imóvel.
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Agora vai ser uma briga de foice e caneta pra decidir quem vai tomar conta da casa e dos quase 3 milhões de reais que vão estar dentro dela.
E já está atrasado. O ministério do trabalho já queria que a casa estivesse funcionando em julho do ano passado.conforme consta nesse despacho do ministro que saiu no diário oficial no dia 5 de maio de 2009.
A tal casa não será como a sua similar no Brasil, que intermedia e apresenta empregos, sua principal função. pois isso seria atribução legal da Hello Work , o SINE japonês.
Querem que a casa forneça cursos de formação profissional.
Cursos de que? Ninguém sabe.
Nihongo? Mais aulas de japones? Já tem cursos de prefeituras implorando por mais alunos sob o risco de fechar.
Vai ter sala de cinema? Deve ser pra passar o filme do Lula que ninguém tá vendo no Brasil.
Querem também que a casa dê assistência aos dekasseguis desempregados.
De que jeito? Com cestas básicas?
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Mas o ministro Luppi quer que a casa emita a carteira do trabalho brasileira. Um documento sem utilidade no Japão.
Os únicos empregos certos que a casa vai criar serão os dos 6 funcionários, sendo dois obrigatoriamente de nível superior. Tudo pago com o dinheiro dos impostos do Brasil.
Não é hoje que o Luppi anda metido em coisas estranhas.
Carlos Luppi , além de ministro, foi presidente do PDT, partido do Brizola, que aliás conheceu quando tinha uma banca de jornais em Ipanema e o caudilho um recém chegado do exílio em 1980.
No final de 2007, Luppi aprovou um verba do ministério de 14 milhões de reais para uma ONG ligada
à Força Sindical. que apoia o seu PDT, um tal de Institudo de Educação e Pesquisa Data Brasil.que daria cursos profissionais para jovens, mesmo com o parecer contrário do seu próprio ministério. ...............................
E tem mais, conseguiu controlar o dinheiro do FAT, o fundo de amparo do trabalhador, fazendo outras mutretas...................................................
Não deixa de ser muito estranho o interesse do ex jornaleiro brizolista em criar uma entidade assistencialista, em Hamamatsu para marcar presença no Japão ainda em um ano eleitoral.
Nem a embaixada do Brasil em Tóquio concorda com a instalação dessa casa ,mas embaixador não decide e governa.Só acata e cumpre as ordens do presidente da república.
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E quem serão os residentes da Casa do Trabalhador?
Logo teremos novidades.
Como diria Leonel Brizola, padrinho do Luppi. ¨MIngau quente se come pelas bordas¨
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P.S. atualizado no dia 30 de janeiro. O ¨sindicalista¨ escreveu uma carta ao cônsul de Hamamatsu cobrando esclarecimentos sobre a Casa do Trabalhador.
P.S atualizado no dia 4 de fevereiro. A resposta do Ministro de Primeira Classe, Embaixador Luis Sérgio Gama Figueira está nas entrelinhas deste post.
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coisas estranhas,
governo brasileiro
Estrangeiros devem votar no Japão?
Campanha da extradição de brasileiros em 2006 feita por uma associação: Seu presidente tentou ser vereador em Hamamatsu mas não se elegeu.
Muita gente deve se lembrar daquela associação que foi criada em Hamamatsu que queria a extradição dos criminosos brasileiros fugitivos. Fizeram muito barulho, não saiam da mídia japonesa, e agora está praticamente desativada, pois sua página não é atualizada desde 2008
E o que isso tem a ver com a questão da direito do voto para estrangeiros no Japão?
O presidente dessa associação que pregava a extradição dos brasileiros Kouki Kurematsu se candidatou a uma vaga a vereador em Hamamatsu em 2007. usando um discurso meio xenófobo tentou convencer o eleitorado da cidade, o panfleto abaixo é de sua campanha eleitoral da época.
¨Santinho¨ do Kouki Kurematsu
Onde eu quero chegar?
Pode não parecer, mas o cidadão japones é altamente politizado, ele sabe distinguir um oportunista de alguém que realmente está empenhado nos interesses da sua comunidade.. Isso a nível local.
Aquelas associações de bairros que poucos , ou quase nenhum brasileiro frequenta é que são os núcleos da organização política do Japão. Quem tem uma sugestão leva para o presidente do Jijikai. Muitos deles acabam virando vereadores por conta dessa afinidade.
No caso do Kouki Kurematsu , quando ele disputou a eleição para vereador haviam 16 vagas para 22 candidatos, ele conseguiu 2027 votos ficou no penúltimo lugar.e não foi eleito.
Se ele tivesse conseguido 4230 votos conseguiria se eleger.
O voto para estrangeiro no Japão pode mudar a postura dos políticos em relação às comunidades numerosas como a brasileira.
Para nós seria uma conquista se fosse usada de maneira consciente.
Mas pra isso os brasileiros é que teriam que mudar a sua postura.
No Brasil confunde se eleições com eventos populares como o carnaval ou copa do mundo. Tudo é festa, showmício, brindes e camisetas.
Poucos brasileiros procuram saber se o seu candidato, além do carisma e do bom papo, tem condições de representa lo, se apresentou algum projeto de lei relevante, muitos nem se lembram em quem votou nas últimas eleições.
Se o voto pra estrangeiro vingar, eu não duvido que os brasileiros seriam assediados por candidatos demagogos, auxiliados por assessores brasileiros ou ¨tantoshas eleitorais¨
O fracasso do Koki Kurematsu deixou uma lição de que os japoneses sabem separar o joio do trigo na hora de votar.
Existem é logico políticos que querem ajudar honestamente os brasileiros, mas conhecendo se o modo de votar do brasileiro nada impede de aparecer candidatos oportunistas como o senhor Kurematsu.
Quem quiser fazer a lição de casa e se preparar para votar no Japão, esse site traz a relação de votos de todas as eleições locais realizadas no Japão, separado por província e cidade.
segunda-feira, 11 de janeiro de 2010
A história se repete: pichar muros é preciso ?
a HistórIa se rePete: pIcHar murOs é Preciso?
Centrão de São Paulo? Detroit ou ABC paulista? Não mano, o pico é em Hama.
Já não dá mais para ignorar e nem esconder debaixo dos futons:
Uma parte da geração de jovens brasileiros dekasseguis no Japão está marginalizada.
Não no sentido do crime, mas nas oportunidades de acesso à educação formal.
Se no Brasil os jovens da classe média nikkey vão para a USP e Unicamp.Aqui os seus primos pobres que vão para uma faculdade japonesa , mesmo as de terceira categoria, podem ser contados nos dedos da mão esquerda do Lula. A grande maioria nem chega a entrar no colegial, acaba no ginásio ou nem isso, e vai trabalhar na fábrica junto com os pais
A consequência? Qualquer semelhança com as comunidades da periferia brasileira ou dos
guetos de imigrantes ou minorias raciais dos Estados Unidos não é uma mera concidência.
Hamamatsu não chega a ser uma Detroit ou São Bernardo , mas as linhas de desmontagens sociais estão criando algumas consequências que podem ser vistas nos muros do centro da cidade: A pichação.
Quem passa os olhos nos rabiscos pensa que é uma obra de baderneiros sem noção ou jovens embriagados ou drogados. Dizer isso é simplificar demais e não enxergar o que está acontecendo. É olhar para a árvore e não para a montanha, e o pico é mais encima . Essa é uma das faces de um movimento cultural dos excluidos: o Hip Hop.
Cultural? Sim cara amarela. Para entender isso você tem que se livrar dos preconceitos que cercam a cultura negra, em particular de um fenômeno que surgiu nos bairros pobres de Nova Iorque.
Esse site aqui explica didaticamente o que é o movimento Hip Hop, que muita gente pensa erroneamente que é apenas aquela canção sem melodia com letras declamadas e não cantadas por jovens de bonés com calças folgadas e cara de marginal.
De todos os movimentos populares, o Hip Hop foi o único que conseguiu reunir as 4 artes: dança (breaking), plásticas (grafite e pichação), música (DJ) , poesia (MC).
Do Bronx nova iorquino o Hip Hop alcançou o mundo e virou expressão de protesto social e se estabeleceu em lugares onde a desordem e a pobreza eram dominantes. Como todo jovem quer ser parte de um grupo e sentindo se excluido das atividades culturais da classe média, o Hip Hop conquistou o seu espaço na periferia. Ainda é discriminado, mas já está sendo visto aos poucos como um modo de inserção social, através de atividades com apoio do pode público, mesmo que descontinuadas.
Em São Paulo durante as gestão da Marta Suplicy foi criado a semana do Hip Hop que foi cancelado pelo prefeito atual Gilberto Kassab que parece não ver com simpatia o movimento.
E o Hip Hop no Japão?
Em Hamamatsu pelo menos está servindo como um meio de integração entre brasileiros e japoneses, muito mais do que um meio de protesto social.
Em novembro aconteceu um encontro de Hip Hop numa casa noturna japonesa, a Young Adult onde as 4 áreas do movimento estiveram presentes.
O ZIMA HIP HOP NATION teve a participação de grupos de dança com integrantes brasileiros e japoneses como o Eternal Crew e um grupo brasileiro , o Floor Monsters.
Dos MCs vieram os brasileiros Shina , Yut Pirapura , o DJ alemão Coach One e o japonês Yukijirushi.
Do grafiti , o japonês XIN mostrou ao vivo a sua arte do spray.
Hamamatsu tem o potencial de ter o Hip Hop como meio do tão desejado intercâmbio multicultural. A semente humana já esta germinando.
Só falta o apoio de algum orgão público ou uma NPO que queira trabalhar na integração do ponto de vista dos jovens e não impor políticas culturais de cima pra baixo como cursos de línguas ou eventos sem nenhum apelo para adolescentes.
Aliás, o Hip Hop pode ser um bom meio de incentivar o aprendizado da língua japonesa, pois a métrica das rimas das letras das músicas pode ser um desafio estimulante para os jovens brasileiros interessados em se tornar MCs bilingues como o pessoal do Tensais MCs.
Mas voltando a pergunta do post, a questão da pichação é a mais delicada. Mesmo sendo um instrumento de expressão , todo grafitero sabe que pichar locais públicos ou particulares é crime e aqui no Japão a polícia pode não dar uns tapas no pichador, mas certamente o artista vai passar uma temporada na cadeia, sem direito a pena alternativa como é no Brasil..Nessa matéria do Shizuoka Shinbun do dia 20 de abril de 2007 , as assinaturas desse crew (equipe) repercutiram bem mal na cidade.
Ainda não apareceu um grupo organizado de Hip Hop seja brasileiro ou japonês que queira ou saiba procurar os orgãos públicos para pedir um espaço para o grafite ou mesmo para a dança.
Espaços existem, como essas grades de um rio da cidade que foram pintadas de modo que as figuras só aparecem quando observadas de certos angulos.
Taí uma boa ideía. Será que tem algum artistda do spray que consegue fazer um grafite em paralaxe?
Mas num espaço autorizado, afinal a criatividade e o respeito ao próximo fazem parte da filosofia do Hip Hop e não a trangressão pura e simples.
Uma parte da geração de jovens brasileiros dekasseguis no Japão está marginalizada.
Não no sentido do crime, mas nas oportunidades de acesso à educação formal.
Se no Brasil os jovens da classe média nikkey vão para a USP e Unicamp.Aqui os seus primos pobres que vão para uma faculdade japonesa , mesmo as de terceira categoria, podem ser contados nos dedos da mão esquerda do Lula. A grande maioria nem chega a entrar no colegial, acaba no ginásio ou nem isso, e vai trabalhar na fábrica junto com os pais
A consequência? Qualquer semelhança com as comunidades da periferia brasileira ou dos
guetos de imigrantes ou minorias raciais dos Estados Unidos não é uma mera concidência.
Hamamatsu não chega a ser uma Detroit ou São Bernardo , mas as linhas de desmontagens sociais estão criando algumas consequências que podem ser vistas nos muros do centro da cidade: A pichação.
Quem passa os olhos nos rabiscos pensa que é uma obra de baderneiros sem noção ou jovens embriagados ou drogados. Dizer isso é simplificar demais e não enxergar o que está acontecendo. É olhar para a árvore e não para a montanha, e o pico é mais encima . Essa é uma das faces de um movimento cultural dos excluidos: o Hip Hop.
Cultural? Sim cara amarela. Para entender isso você tem que se livrar dos preconceitos que cercam a cultura negra, em particular de um fenômeno que surgiu nos bairros pobres de Nova Iorque.
Esse site aqui explica didaticamente o que é o movimento Hip Hop, que muita gente pensa erroneamente que é apenas aquela canção sem melodia com letras declamadas e não cantadas por jovens de bonés com calças folgadas e cara de marginal.
De todos os movimentos populares, o Hip Hop foi o único que conseguiu reunir as 4 artes: dança (breaking), plásticas (grafite e pichação), música (DJ) , poesia (MC).
Do Bronx nova iorquino o Hip Hop alcançou o mundo e virou expressão de protesto social e se estabeleceu em lugares onde a desordem e a pobreza eram dominantes. Como todo jovem quer ser parte de um grupo e sentindo se excluido das atividades culturais da classe média, o Hip Hop conquistou o seu espaço na periferia. Ainda é discriminado, mas já está sendo visto aos poucos como um modo de inserção social, através de atividades com apoio do pode público, mesmo que descontinuadas.
Em São Paulo durante as gestão da Marta Suplicy foi criado a semana do Hip Hop que foi cancelado pelo prefeito atual Gilberto Kassab que parece não ver com simpatia o movimento.
E o Hip Hop no Japão?
Em Hamamatsu pelo menos está servindo como um meio de integração entre brasileiros e japoneses, muito mais do que um meio de protesto social.
Em novembro aconteceu um encontro de Hip Hop numa casa noturna japonesa, a Young Adult onde as 4 áreas do movimento estiveram presentes.
O ZIMA HIP HOP NATION teve a participação de grupos de dança com integrantes brasileiros e japoneses como o Eternal Crew e um grupo brasileiro , o Floor Monsters.
Dos MCs vieram os brasileiros Shina , Yut Pirapura , o DJ alemão Coach One e o japonês Yukijirushi.
Do grafiti , o japonês XIN mostrou ao vivo a sua arte do spray.
Hamamatsu tem o potencial de ter o Hip Hop como meio do tão desejado intercâmbio multicultural. A semente humana já esta germinando.
Só falta o apoio de algum orgão público ou uma NPO que queira trabalhar na integração do ponto de vista dos jovens e não impor políticas culturais de cima pra baixo como cursos de línguas ou eventos sem nenhum apelo para adolescentes.
Aliás, o Hip Hop pode ser um bom meio de incentivar o aprendizado da língua japonesa, pois a métrica das rimas das letras das músicas pode ser um desafio estimulante para os jovens brasileiros interessados em se tornar MCs bilingues como o pessoal do Tensais MCs.
Mas voltando a pergunta do post, a questão da pichação é a mais delicada. Mesmo sendo um instrumento de expressão , todo grafitero sabe que pichar locais públicos ou particulares é crime e aqui no Japão a polícia pode não dar uns tapas no pichador, mas certamente o artista vai passar uma temporada na cadeia, sem direito a pena alternativa como é no Brasil..Nessa matéria do Shizuoka Shinbun do dia 20 de abril de 2007 , as assinaturas desse crew (equipe) repercutiram bem mal na cidade.
Ainda não apareceu um grupo organizado de Hip Hop seja brasileiro ou japonês que queira ou saiba procurar os orgãos públicos para pedir um espaço para o grafite ou mesmo para a dança.
Espaços existem, como essas grades de um rio da cidade que foram pintadas de modo que as figuras só aparecem quando observadas de certos angulos.
Taí uma boa ideía. Será que tem algum artistda do spray que consegue fazer um grafite em paralaxe?
Mas num espaço autorizado, afinal a criatividade e o respeito ao próximo fazem parte da filosofia do Hip Hop e não a trangressão pura e simples.
A figura só aparece de lado: o efeito paralaxe.
De frente, a figura passa desapercebida.
P.S.
O jornalista Gilbeto Yoshinaga que foi correspondente do finado Jornal Tudo Bem em Nagoya voltou pro Brasil e está trabalhando na biografia do Nelson Triunfo, o primeiro b. boy do Hip Hop brasileiro. Giba aparece também nesse programa da tv educativa dedicado à cultura de rua.
Quem via ele de terno e gravata no Japão nunca desconfiou que fosse da galera dos manos e das minas.
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